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2020: foco na criatividade

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Por D.J. Castro, consultor de Branding e Marketing na Nexia Branding e conselheiro do SC Criativa


Em 2019 vimos o tema economia criativa surgir com mais força nas redes sociais e nos demais meios de comunicação. Foi muito importante ver o conceito ser mais amplamente divulgado.

Uma definição muito boa é que “são atividades nas quais a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, produção e distribuição de bens e serviços” (John Howkins, no livro The Creative Economy, 2001).

Tudo que é criado por pessoas, de forma única, envolvendo cultura e criatividade e que pode ser replicado a partir das tecnologias de comunicação.

E sim, o desenvolvimento de novas tecnologias também faz parte da economia criativa, gerando propriedade intelectual, sendo um dos setores da economia que mais cresce no mundo.

Hoje vivemos um momento muito especial na história da humanidade, em que o valor gerado pelo capital intelectual está superando o valor gerado pelas atividades da economia tradicional. Sim, a imaginação e a criatividade geram riquezas antes inimagináveis. A economia criativa pode ser dividida em 4 campos:

  1. Consumo: arquitetura, moda, design e publicidade
  2. Mídias: audiovisual e editorial
  3. Cultura: música, patrimônio e artes, artes cênicas e expressões culturais
  4. Tecnologia: biotecnologia, pesquisa e desenvolvimento, tecnologias da informação e comunicação (TIC)

Todas as empresas de todos os outros setores e independente do seu porte podem se beneficiar da interação com empresas da economia criativa.

Aliás, investir em criatividade é um grande negócio para sua empresa. Seja criando uma nova marca, desenvolvendo uma estratégia de marketing, fazendo uma campanha de comunicação, construindo uma nova sede com novo projeto arquitetônico, desenvolvendo pesquisas e novas tecnologias para o lançamento de produtos.


De onde vem a criatividade?

Todo ser humano nasce com potencial criativo. É só olharmos como as crianças abordam um problema, de forma totalmente aberta, sem amarras, para entender que ali há o germe da criatividade.

O problema é que, com o tempo, as atividades criativas são muitas vezes são relegadas a um segundo plano, e suprimidas.

Como diz o cientista Neil deGrasse Tyson, “nós passamos o primeiro ano de uma criança ensinando a andar a falar, e o resto da sua vida mandando sentar e ficar quieta“.

É importantíssimo deixar as crianças utilizarem sua criatividade sem bloqueios e, mais do que isso, direcionar a criatividade para se desenvolver em todo seu potencial.


Para onde vai a criatividade?

Com a convergência de novas tecnologias e novas demandas de mercado, temos um cenário de transformação do paradigma de trabalho de uma forma que lembra a mudança ocorrida na revolução industrial.

Mas, diferente daquela época, não estamos num processo de substituição de mão de obra física por sistemas mecânicos automatizados. Estamos num processo de substituição das atividades intelectuais repetitivas.

Com o desenvolvimento de sistemas de Inteligência Artificial e Machine Learning, tarefas que antes demandavam um grande número de pessoas, como cálculo de seguros, contabilidade e até elaboração de contratos advocatícios, serão substituídas por sistemas cognitivos artificiais capazes de gerar textos.

Tudo o que puder ser substituído por uma processo de inteligência artificial, será.

Então que profissões serão protegidas dessa revolução tecnológica? Justamente as profissões que utilizam a criatividade e a cultura como fundamento de sua atuação.

O ser humano ainda tem vantagens insuperáveis em relação às máquinas: a capacidade de entender contextos, a autonomia, a inteligência multidisciplinar.

Os sistemas de inteligência artificial, embora estejam evoluindo a passos largos, ainda estão muito longa de superar os humanos nas atividades realmente criativas.


Valorize a atividade criativa

Daqui pra frente, fica o convite para que você exercite um novo olhar em relação a toda a ação criativa, e incorpore a criatividade no dia a dia do seu trabalho e da sua visa.

Por mais entediante que seja seu trabalho, ele pode ser mais criativo.

E, na verdade, se o seu trabalho hoje é repetitivo, você precisa buscar uma nova forma de fazê-lo, pois senão será substituído por uma máquina, real ou virtual.

A expressão humana, sua cultura e capacidade criativa é o que nos diferencia de todas as outras espécies deste planeta, e o que nos coloca acima das máquinas.

É o que criar conexões entre as pessoas, que cria a identidade das nações, o que une os pensamentos, o que faz reverberar as mentes em uníssono, o que leva a humanidade para a frente. Sem cultura e criatividade, passamos a ser apenas autômatos, sem propósito. 

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D.J. Castro

Estrategista de marcas, especialista em inovação de marketing e fundador da Nexia Branding.

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