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Sebrae divulga estudo sobre mercados favorecidos em meio à crise

O surto do coronavírus exigiu que a população mundial mudasse hábitos do cotidiano, convívio social e consumo de produtos e serviços.

Muitos gastos com itens como roupas, acessórios e entretenimento fora de casa diminuíram substancialmente.

Por outro lado, a imposição do confinamento decorrente da pandemia resultou na necessidade da compra de produtos que anteriormente não eram tão essenciais.

Ao mesmo tempo, muitos estabelecimentos precisaram adotar novas formas de atendimento, para se manterem atuantes neste cenário.

Nesse sentido, o Sebrae reuniu algumas repercussões de mercados que conseguiram se sobressair neste período tão instável.

Conheça os segmentos em evidência neste período:

COMPRAS ON-LINE:

O e-commerce, já em crescimento nos últimos semestres, está tendo maior procura durante a crise.

De acordo com os dados da Statista, somente nos primeiros 15 dias de março de 2020 as vendas globais de comércio eletrônico no Brasil aumentaram 40% em comparação com o mesmo período de 2019.

As demandas foram mais variadas e de diferentes segmentos, a começar pelos essenciais, como os supermercados e farmácias.

Embora esses locais continuem abertos, muitos consumidores resolveram optar pela compra online, para diminuir as possibilidades de contágio.

Já aqueles estabelecimentos que estão com as portas fechadas, como restaurantes, venda de bens de consumo e tecnologia, varejo, ampliaram seu atendimento online ou, em alguns casos, estão adaptando seus processos pela primeira vez.

SETOR FARMACÊUTICO

Notoriamente por causa do coronavírus, o setor farmacêutico está entre os de maior crescimento no período.

Além do aumento das vendas nas lojas físicas, que continuam abertas, o comércio online de produtos relacionados à saúde também cresceu, somando mais de 120% no período, segundo a Statista.

Estabelecimentos que ainda não tinham o atendimento de forma online bem estruturado, considerando a oferta também por meio de ferramentas de mensagens instantâneas, redes sociais, sites e até mesmo o telefone, tiveram que se adaptar para atenderem um maior número de consumidores..

DELIVERY

Um dos grandes protagonistas neste cenário, o delivery, nem sempre
está associado ao e-commerce, visto que muitas vezes a compra online
oferece a retirada dos produtos no local.

O serviço de entrega possibilitou então que as empresas continuassem atendendo, mesmo de portas fechadas.

O setor de alimentação, que já era bastante aderente ao delivery, ainda precisou ampliar as estratégias de divulgação, transparência na produção dos pratos e higienização dos ambientes, assim como o relacionamento com seus clientes.

Demais empresas que não contavam com o serviço de forma contínua em suas atividades passaram a demandar também.

Entre os negócios que se destacam nesse segmento estão papelarias, pequenas lojas de roupas e de higiene e beleza.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) já demonstravam, antes mesmo da crise, que o delivery é um dos trabalhos
por conta própria que mais cresce no Brasil, o total de trabalhadores de
aplicativos de transporte e entrega de produtos passou de 1,253 milhão
em janeiro de 2015 para 1,988 milhão em abril de 2019, um aumento de
cerca de 700 mil postos de trabalho em quatro anos.

SUPERMERCADOS

O comportamento das compras em supermercados também foi alterado.

Primeiro, porque os consumidores passaram a ficar mais tempo em casa e, com isso, aumentou a demanda por itens para a comida caseira, assim como para a higiene do lar.

Depois, porque também houve um crescimento predominante do modelo de coleta e entrega, promovido em grande parte pelos próprios supermercados ou por aplicativos de delivery, que também oferecem esse serviço.

As mercearias tradicionais também desenvolveram estratégias para promover a coleta e entrega dos seus produtos, os canais de mensagens instantâneas, nesse caso, são os meios mais rápidos e acessíveis para manter tal serviço sem onerar custos neste período.

BEBIDAS

Com bares e restaurantes fechados, muitas pessoas estão recorrendo
ao delivery de bebidas e cervejarias locais.

De acordo com dados da Nielsen, as vendas externas de cerveja, vinho e
bebidas alcoólicas nos EUA aumentaram 14%, 28% e 26%, respectivamente, na semana que terminou em 14 de março, em comparação ao mesmo período de 2019.

Embora não existam dados consolidados para o período no Brasil, é perceptível também a tendência de crescimento.

Para fabricantes de bebidas alcoólicas, o aumento das vendas fora das
instalações é um ponto positivo, principalmente para mostrar para o consumidor essa nova alternativa, que pode gerar novos atendimentos no pós-crise.

ITENS DE INFORMÁTICA

Como o ambiente de trabalho de muitas pessoas precisou ser adaptado para a casa, muitos itens de informática foram requisitados para melhor atender nesse momento, principalmente mouses, teclados, laptops, cadeiras para uso ao computador etc.

Os itens para produção de vídeos e transmissões ao vivo (streaming) também tiveram maior procura, entre eles os tripés para celular, iluminadores e microfones, entre outros

Confira o estudo completo no link clicando aqui

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Ana Paula Dahlke

Fundadora do Economia SC, 3 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 50 dos + Admirados da Imprensa em Economia, Negócios e Finanças.

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