Governo do Estado investe R$ 24 milhões para incentivar o cultivo de grãos em SC

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, irá investir R$ 24 milhões para incentivar o cultivo de milho e cereais de inverno, trazendo mais competitividade para o agronegócio de Santa Catarina.

As medidas foram anunciadas pelo governador Carlos Moisés e o secretário da agricultura, Altair Silva, nesta semana.

“O setor produtivo de Santa Catarina é extremamente eficiente, tanto que 30% do nosso PIB e 70% das nossas exportações têm origem no agronegócio. Para apoiar a produção catarinense, nós ampliamos o Programa Terra Boa, que possibilita a distribuição de sementes de milho de alta produtividade. Além disso, seguimos investindo em energia elétrica para o meio rural e na melhoria de infraestrutura para escoar a produção, dar mais agilidade e otimizar a logística em nosso estado”, destaca o governador.

Com o Programa Terra Boa, o estado irá apoiar a aquisição de 200 mil sacas de semente de milho.

Serão R$ 23 milhões em recursos para disponibilizar sementes de médio a altíssimo valor genético, que geram um rendimento maior por hectare plantado.

A intenção é diminuir o déficit do grão, trazendo mais competitividade para as agroindústrias instaladas no estado e mais renda ao produtor rural.

“Estamos fazendo de tudo para que os produtores tenham acesso à tecnologia e  possam ampliar a produção de milho e também investir na produção de cereais de inverno. Precisamos encontrar soluções para nossas dificuldades reais.  Nossa intenção é, já neste ano, aumentar a produção de cereais de inverno”, ressalta o secretário.

ESTIAGEM

Em Santa Catarina,  a estiagem prolongada e a cigarrinha do milho contribuíram para uma redução de 20% na safra do grão.

O estado espera colher 2,2 milhões de toneladas e importar mais de cinco milhões de toneladas de milho em 2021.

Com a alta nos preços dos insumos, os pecuaristas sofrem com o aumento no custo de produção.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Júnior, explica que o milho responde por 40% do custo final de produção das aves e a cotação do grão deixa o setor em um momento crítico:

“Nós temos que buscar alternativas para que possamos superar esse momento. O setor não suporta toda essa pressão de custos somada à alta da energia elétrica e do combustível. A iniciativa privada e o setor público têm buscado, juntos, alternativas urgentes para que possamos entrar em uma situação de equilíbrio”.

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