Startup quer triplicar faturamento pelo segundo ano consecutivo

No embalo da crescente tendência de digitalização, a Kyte, que oferece uma plataforma de vendas e gestão para pequenos comércios, aumentou o número de usuários pagos do seu aplicativo em cerca de 285% desde o início da pandemia. Hoje, são quase 30 mil negócios usando o aplicativo em mais de 145 países.

Para continuar crescendo, a estratégia da startup é investir na integração para vendas por meio de redes sociais e expandir o aplicativo para as plataformas web e tablet. No último ano, a empresa aumentou seu faturamento em 331% e o objetivo é repetir a conquista este ano.

Fundada em 2017, em Florianópolis, a startup tem o propósito de democratizar o acesso a ferramentas digitais, trazendo para o celular recursos que antes só eram encontrados em softwares para computadores.

“Nós percebemos que os vendedores autônomos e pequenos comerciantes tinham essa necessidade de contar com um sistema simples para a gestão dos seus negócios”, comenta o CEO da startup, Guilherme Hernandez

Com esse foco, a empresa viveu um boom durante a pandemia, quando 73,4% das micro, pequenas e médias empresas brasileiras passaram a vender produtos ou serviços na internet, segundo pesquisa da consultoria Serasa Experian.

Diante desse cenário, além do crescimento no número de usuários, as vendas feitas pelos comerciantes que utilizam o aplicativo também sofreram um aumento exponencial: só no último mês, foram registradas 4,5 milhões de vendas na plataforma, 200% a mais do que no mesmo mês do ano passado, no início da curva de crescimento da empresa.

No total, mais de 50 milhões de vendas já foram registradas no aplicativo, sendo 25 milhões delas apenas neste ano.

Para o empresário, os números estão associados ao fato de o negócio ser focado exatamente nos desafios do pequeno comércio, como cadastro de produtos e clientes, controle de estoque, gestão de pedidos, emissão de recibos e catálogo online:

“O Kyte também é flexível para qualquer segmento, desde restaurantes e lojas de roupas até vendedores de casa, que fazem doce ou revendem cosméticos, por exemplo”.

Diante do crescimento, a empresa fechou sua primeira rodada de investimentos no valor de R$ 5,5 milhões no início do ano, com aporte feito pela DGF Investimentos e pelos fundos Caravela Capital e Honey Island Capital. A equipe de colaboradores também aumentou, passando de 18 para mais de 40 pessoas.

Mesmo com a retomada das atividades presenciais, a expectativa é que a plataforma continue progredindo diante dos impactos da transformação digital.

“Muitas pessoas baixam o aplicativo apenas para utilizar o catálogo como lojinha virtual, mas acabam encontrando outros recursos que os ajudam a aumentar suas vendas e organizar seu negócio. Acreditamos que essa digitalização não vai regredir, ainda mais considerando que o aplicativo também é adequado para quem possui um modelo de vendas híbrido,transitando entre o online e o presencial”, conclui.

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