Como uma empresa enxergou em 1992 o PPR para motivar funcionários e melhorar salários

Por ano, os 1.200 funcionários da Buddemeyer podem receber até três salários adicionais da marca que atua com roupa de cama, mesa e banho.

Em 1992, numa iniciativa inovadora para a época e em meio a uma forte crise, a empresa implantou um Programa de Participação nos Resultados, tornando o negócio competitivo, sustentável e moderno e que, até hoje, influencia seu crescimento.

Com duas fábricas no Brasil, uma na Argentina e outra no Paraguai, exporta para mais de 30 países, tem um braço no varejo, a Casa Almeida, com 14 lojas, cresceu 30% este ano.

Os primeiros anos foram penosos. Era preciso mudar a cultura da empresa, desde os gestores e autores da ideia até o funcionário no chão de fábrica. Hoje, quando olhamos a empresa que era e a Buddemeyer que nos tornamos, temos certeza do acerto do programa. Construímos uma relação entre capital e trabalho pautada no estímulo e no compromisso mútuo em busca da qualidade“, diz Evandro Muller de Castro, membro do conselho.

Segundo ele, isso se deve, basicamente, aos Grupos de Melhoramento Continuo, que são um dos pilares do PPR.

Baseado no método Kaisen, os colaboradores se dividem em grupos e participam ativamente da gestão da empresa, apresentando ideias e sugerindo inovações e soluções, sendo que as melhores são premiadas e implantadas.

Os colaboradores também são premiados pelo atingimento de metas pré-estabelecidas pela área. Ou seja, cada área estipula suas metas e índices e enxerga o outro setor como cliente.

É o mérito coletivo que conta. Fiação, tinturaria, tecelagem, costura, todos têm um índice de produtividade a ser conquistado e a remuneração adicional definida pelo programa depende dos esforços coletivos“, explica.

Baixa rotatividade também explica sucesso do programa

Rafael Buddemeyer, diretor comercial, acrescenta que os cálculos são feitos mensalmente, que os valores adicionais são pagos a cada seis meses, mas que os resultados do PPR são percebidos no dia a dia:

Não é só uma questão de engajamento e, sim, de se sentir dono do negócio, responsável pela qualidade, melhoria contínua e combate ao desperdício”.

O reflexo é o menor índice de rotatividade de pessoal de São Bento do Sul, onde operam duas fábricas, sendo que 60% dos funcionários tem mais de 5 anos de casa.

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