Os planos da primeira mulher a assumir a presidência da Junta Comercial de Santa Catarina

Pela primeira vez, em 128 anos, a Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc) é presidida por uma mulher. A contadora Renata Silva atua na gestão da organização desde 2019 como vice-presidente e, desde março, passou a exercer a função cumulativa/interina de presidente.

O Economia SC Drops conversou com ela para saber quais os planos para a autarquia e a importância de uma mulher estar à frente da autarquia. Confira:

Em mais de 128 anos de JUCESC, você é a primeira presidente mulher. Como se sente com isso e como isso marca a história da entidade?

Renata: Ser mulher é um desafio diário. Precisamos ser resistentes e resilientes. Porém, ao mesmo tempo, vejo que o empoderamento feminino nunca esteve tão presente na vida das mulheres como atualmente. É algo que vem promovendo mudanças importantíssimas na sociedade. Ao pensar nestes 128 anos de história da Jucesc, acredito que ser a primeira mulher a presidir a junta comercial deste estado tão promissor, é um desafio maior ainda. Eu represento não só a mulher contadora, mas a cidadã mãe, empresária… Uma representa muitas. Isto é empoderar-se. O que aumenta ainda mais meu compromisso com cada um que usufrui dos serviços desta autarquia. Estou desde 2019 acompanhando a evolução da Jucesc como vice-presidente, assim, a honra de ser designada para esta função cumulativa é imensa, bem como a responsabilidade para exercê-la com a tecnicidade, ética e empenho necessários para perpetuar a missão da autarquia, de manter-se alinhada às políticas públicas de desenvolvimento econômico, simplificação e incentivo ao empreendedorismo. 

O cargo foi assumido interinamente. Acha que, numa próxima gestão, uma mulher pode ser indicada? 

Renata: Atualmente, tenho a função cumulativa de presidente e vice-presidente da Jucesc. A indicação para a presidência é realizada pelo Governador do Estado. Acredito que a figura da mulher passou a ser algo extremamente importante na sociedade atual, onde ela exerce cada vez mais um papel de protagonista. Podemos citar o exemplo da gestão Moisés que desde o início vem valorizando as mulheres e, também, aqui da Junta Comercial. Temos várias gerências/setores liderados por mulheres, como a procuradoria jurídica, gerência de administração, finanças e contabilidade; recursos humanos, encarregada de dados e comunicação. 

E dentro do Jucesc, o empreendedorismo feminino é um tema abordado? Tem algum panorama dos negócios no estado fundados por mulheres?

Renata: A participação das mulheres na vida econômica catarinense aumenta consideravelmente ano após ano. Muitas delas empreendem em busca de uma atividade rentável que possa ser construída de forma autônoma e independente. Dados apresentados pelo Observatório da Jucesc indicam que, em Santa Catarina, 38% dos sócios/administradores de empresas são mulheres, ou seja, 840.170 mil, de um total de 2.190.400 pessoas. Ao analisar os dados acima, temos mais uma vez a certeza que as micro e pequenas empresas são os grandes impulsionadores do desenvolvimento econômico de Santa Catarina. E as mulheres, cada vez mais representativas nesta fatia de mercado, contribuem para o fortalecimento de novos negócios e oportunidades.

Quais os seus planos e desafios para este ano no Jucesc?

Renata: Minha responsabilidade será dar ênfase cada vez mais no processo de modernização da autarquia, em continuidade ao trabalho desenvolvido pelo ex-presidente Gilson Bugs, no qual eu também fazia parte da gestão. E seguindo a missão dada desde o início da gestão Moisés, continuaremos a caminhada da desburocratização dos processos e reduzir ainda mais a burocracia para a abertura de empresas, tornando o ambiente de negócios ainda mais atrativo para quem deseja empreender no estado.

Como o Jucesc incentiva novos negócios no estado? O que ainda precisa melhorar?

Renata: Acredito que os números da Jucesc são a porta de entrada no estado. No modelo atual, o empresário consegue abrir uma empresa em pouco tempo, de maneira 100% digital, o que incentiva a abertura de novos negócios pela celeridade e facilidade no processo. Atualmente, temos o total de 1.125.369 empreendimentos ativos na Junta. Historicamente, como relatado anteriormente, os pequenos negócios têm exercido um papel importante. E, é claro: quanto mais empresas, mais emprego disponível. O ciclo econômico, portanto, se retroalimenta. Mas, quanto aos avanços, 2022 continuará recheado de novidades aqui na autarquia. 

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