Do futuro que queremos para o futuro que necessitamos

Por José Baltazar Guerra, professor permanente e pesquisador dos programas de pós-graduação e dos mestrados em Administração e em Ciências Ambientais da Unisul e dirige o Centro de Desenvolvimento Sustentável/Grupo de Pesquisa em Eficiência Energética e Sustentabilidade (Greens).

A humanidade partilha de um sonho e objetivo comum, alcançar uma sociedade sustentável, promover um modo de vida melhor, centrado na felicidade, que valorize a cultura, o uso adequado da terra e dos recursos naturais, a preservação do nosso patrimônio e que possa oferecer às gerações futuras um mundo habitável, mais justo e fraterno.

Esse é o nosso desafio e só teremos sucesso se trabalharmos coletivamente. Juntos, devemos enfrentar os desafios globais. A sociedade civil organizada, os governos nacionais e regionais, os municípios, as universidades e nós, cidadãos, são quem vão transformar e reformar a sociedade.

Da Rio+20 veio um documento especial, chamado “o futuro que queremos”, deveria ter sido intitulado “o futuro que necessitamos” porque é do conhecimento de todos que se não mudarmos nosso modo de vida atual, se não edificarmos uma sociedade economicamente próspera, socialmente justa e ambientalmente sustentável, provavelmente não teremos futuro. 

Caminhamos para um mundo com 10 bilhões de seres humanos, como seremos capazes de prover alimentos, água, energia, segurança, educação e saúde para uma população em crescimento? Como enfrentar as mudanças climáticas e ambientais quando a humanidade ultrapassa perigosamente os limites planetários?  

Estas perguntas terão de ser respondidas por nós, pesquisadores e cientistas, em diálogo com as comunidades, decisores políticos, setores produtivos, empresários. Nos nossos centros de pesquisas, laboratórios, faculdades e universidades devemos contribuir com soluções para os riscos e desafios em tempos de incertezas e inseguranças, impactando positivamente as comunidades, contribuindo para a sua resiliência e adaptação face à grave emergência climática, um risco global, que muitas vezes penso tratar-se do mais perigoso risco existencial que a nossa espécie enfrentou. 

A agenda dos objetivos do desenvolvimento sustentável é uma ferramenta para garantir, não só o nosso futuro, mas principalmente o futuro das próximas gerações, que herdarão nosso planeta, nossa casa comum, “Mãe-Terra”, ou, como os povos indígenas, as primeiras nações da América Latina, chamam de “Pacha Mama”. Deve ser nosso trabalho garantir que nossos filhos e netos vivam em um mundo melhor.

O desenvolvimento sustentável é um passaporte para o futuro, uma visão estruturada e direcionadora para um mundo menos desigual, mais solidário, onde a humanidade encontre um estado de harmonia com a natureza, com uma pegada ecológica que esteja dentro das grandes disponibilidades de recursos da nossa fantástica “casa comum”: a Terra.

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