Empresa de educação corporativa aposta no metaverso e cria experiência de aprendizagem inovadora

A empresa de educação corporativa TOT, de Blumenau, lançou recentemente o próprio metaverso para ser usado em treinamentos corporativos, eventos, palestras, apresentações comerciais e reuniões através de conteúdos interativos. O Economia SC Drops conversou com o CEO da edtech, Felipe Dalfovo, para entender o conceito aplicado nessa área e os próximos passos da empresa. Confira abaixo:

Como surgiu a empresa? Qual foi o start?

Felipe: Eu e o Bruno Brauns nos conhecemos na faculdade, mas foi só em 2017 que nos reunimos e vimos uma oportunidade no mercado. Ele já era destaque na produção audiovisual, ganhando vários prêmios de inovação, e eu já estava há 10 anos atuando na área de educação corporativa, implantando a cultura do ensino digital dentro de empresas. Foi nessa união que vimos o quanto poderíamos gerar de inovação na área, com foco em gerar experiência no processo de aprendizagem dos colaboradores.

Quais os diferenciais e a metodologia aplicada? Quantas pessoas já foram impactadas? 

Felipe: Desde que fundamos a TOT, o nosso propósito é criar experiências de aprendizagem que sejam agradáveis e divertidas para o aluno. Nesses quase 5 anos de TOT, já capacitamos mais de 1 milhão de aprendizes, entregamos mais de 500 projetos e atendemos mais de 50 empresas.

Qual a importância da tecnologia no segmento de educação corporativa? A pandemia fortaleceu essa junção? O que ainda precisa melhorar?

Felipe: A educação corporativa vem passando por uma evolução exponencial nesses últimos 10 anos, principalmente aqui no Brasil. Dois fatores importantes para isso foram: o fácil acesso à internet móvel e o uso de smartphone por grande parte da população. Mas desde 2020, quando a pandemia veio à tona, muitas coisas foram aceleradas e a forma das pessoas aprenderem se transformou. Do dia para a noite nos tornamos 100% digitais para continuar estudando, e aí as empresas primeiramente tiveram a necessidade de levar conteúdo para seus colaboradores, e depois focar na experiência desses estudos, trazendo novos formatos, novos conteúdos e disseminar a cultura do lifelong learning.

Recentemente, vocês criaram um metaverso para unir tecnologia e educação corporativa. Qual foi o insight para esse formato? 

Felipe: Estamos estudando esse universo há pelo menos dois anos, até porque o metaverso não é algo novo. Mas, no final do ano passado, tivemos um grande investimento das bigtechs, ditando o ritmo do comportamento humano para o uso do metaverso e isso nos fez acompanhar. Assim, criamos o primeiro metaverso de educação corporativa do Brasil, com foco total em inovar e criar novas experiências para os aprendizes dos nossos projetos educacionais.

Como o uso do metaverso em educação corporativa pode impactar a formação de profissionais? Qual a diferença entre uma formação no metaverso em relação ao formato já aplicado pela TOT?

Felipe: Gerar experiência cria engajamento e retenção do aluno. Isso tem total conexão com o metaverso. Conseguimos criar simulações, tornar o treinamento mais real e próximo do mundo físico, criando conexão entre os alunos. O metaverso é mais uma opção no leque de ferramentas que temos para nossos projetos educacionais, assim como já trabalhávamos antes com Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Gamificação, produção de vídeos, podcasts e várias outras formas de ensinar o adulto.

Vocês vêem o metaverso como uma tendência na educação? Quais são os desafios para a implementação desse conceito?

Felipe: Certamente o metaverso é tendência na educação e já está começando a se concretizar, principalmente nas corporações pioneiras em inovação. O principal desafio é fazermos as pessoas experimentarem e quebrarem suas barreiras, entendendo que não é obrigatório ter um óculos de realidade virtual para acessar o metaverso, é possível acessar pelo smartphone, pelo notebook, etc... Recentemente promovemos um evento dentro do metaverso da TOT e várias pessoas experimentaram o ambiente, quebrando essa resistência do novo.

Quais os próximos passos da TOT?

Felipe: Estamos em um plano de expansão, onde o nosso objetivo é oportunizar para as pequenas e médias empresas projetos viáveis de estruturação e organização de educação corporativa. Além disso, nosso posicionamento em criar experiência de aprendizagem e inovação na área de treinamentos, faz com que cada vez mais as grandes empresas nos procurem para solucionar problemas latentes que existem nas organizações que já possuem uma cultura de aprendizagem digital. Nosso maior desafio é manter o nosso propósito sempre à frente de todos os nossos projetos, que é utilizar as tecnologias certas para as soluções.

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