CCO da Captei fala sobre a importância da digitalização em imobiliárias e futuro da proptech

Mentor de startups na 49 Educação, além de co-fundador e diretor comercial da Captei, Diego Moeller fala sobre a importância da digitalização em imobiliárias e futuro da proptech. Confira no Economia SC Drops abaixo:

Nesses últimos dois anos, ampliaram o número de soluções digitais presentes na rotina de empresas e pessoas. Como foi esse processo no setor imobiliário? 

Diego: De acordo com o Mapa de Construtechs e Proptechs de 2019, publicado pela Terracotta Ventures, o Brasil tinha 567 startups desses segmentos. De lá para cá, o número cresceu 68%, atingindo 955 negócios ativos no país em 2022. Isso é um reflexo da crescente demanda e abertura de setores tradicionais para a tecnologia e digitalização, principalmente após a pandemia de Covid-19. Especificamente, no setor imobiliário, a digitalização de processos está diretamente relacionada aos hábitos geracionais de proprietários e pessoas que buscam imóveis — do perfil mais tradicional ao mais conectado.  Além da automatização de processos.

Quais processos podem ser digitalizados em um imobiliária e como isso impacta no cliente final? 

Diego: Basicamente todos os processos podem ser digitalizados, até a visita ao imóvel possui a opção de tour virtual. É claro que essa etapa física dificilmente será totalmente substituída pela alternativa digital, mas todas as outras atividades desempenhadas em uma imobiliária serão digitalizadas. Desde a captação de imóveis para a carteira, análise de documentos e assinatura do contrato, incluindo negociações entre interessado e proprietário. Na prática, tanto a imobiliária quanto o cliente final despendem menos na compra ou locação, isso porque as interações ocorrem com menos burocracia e de forma pontual, conforme cada etapa do processo. Além disso, a digitalização possibilita que informações não sejam perdidas ou demandas esquecidas. Considere que uma mesma etapa pode ser repetida diversas vezes antes que um imóvel específico seja locado ou vendido. Se o profissional precisa gerenciar as demandas de visitação que chegam apenas por mensagem ou ligação, um descuido e esse contato pode ser perdido e o consumidor final fica dias ou semanas esperando. Com esse processo digitalizado, tudo é documentado. 

O que muda para as imobiliárias? 

Diego: Uma coisa leva a outra. Se o processo fica mais clean e otimizado para o consumidor final, também significa que melhora para o profissional e, acima de tudo, para a imobiliária como um todo. Como consequência da digitalização, a automatização de processos abre espaço para olhar o negócio de forma mais analítica e estratégica. Além disso, uma vez que não é preciso ampliar expressivamente a equipe para dar conta dessas demandas, a imobiliária pode manter o investimento em novas tecnologias relevantes para sua atuação. Por fim, a transformação digital no mercado imobiliário, como um todo, resulta no aumento de visitas e fechamento de contratos. Em um exemplo de sucesso, a imobiliária Anagê registrou um crescimento de 350% no número de visitas agendadas e 40% em contratos fechados com amparo da Woliver Esteira Digital: solução que faz parte do ecossistema Captei para locação de imóveis e responsável pela digitalização de todas as etapas para a conclusão de uma negociação imobiliária. 

Quais as tendências desse mercado para os próximos anos? 

Diego: O mercado imobiliário é um segmento altamente competitivo e as oportunidades geradas pela digitalização representam um ganho expressivo para os negócios. Esse contexto é ainda mais latente para negócios de médio porte, que possuem poder de investimento consideravelmente maior que imobiliárias de bairro. Contudo, independente do tamanho, deve-se considerar que com o passar dos anos, o público que buscará por imóveis será, cada vez mais, da geração Z: pessoas nativas digitais. 

Onde a Captei entra nesse contexto? Qual é o futuro da proptech? 

Diego: Sabemos que a transformação digital desse segmento é inevitável, não só porque é uma demanda crescente dos clientes, mas porque também representa oportunidades para as imobiliárias. Somos uma proptech com soluções voltadas para imobiliárias e todas são fundamentadas pela digitalização e otimização de processos. Além da plataforma de captação de imóveis via marketing de indicação, possuímos um CRM para a gestão desses imóveis captados e, a partir do aporte de R$ 7,5 milhões que recebemos da Domo Invest, Terracotta Ventures e ACE Startups, incluímos o serviço Woliver Esteira Digital ao nosso ecossistema. Atualmente, atendemos mais de 950 clientes, presentes em mais de 19 estados brasileiros e 70 municípios. São mais de 60 mil usuários atuando com indicação de imóveis e nosso desejo é crescer cada vez mais. Nesse sentido, estamos em processo de expansão internacional com um novo cliente na Espanha e outro em negociação no México. 

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