Fundador da HARDS fala sobre portfólio de Deeptechs, novas verticais de negócios e o que esperar da sua palestra no Startup Summit

Ele abriu seu primeiro negócio com 17 anos e, desde então, ajudou a fundar mais de 10 empresas. É formado pela UnB, com mestrado em Engenharia pela UFSC/USP e doutorado iniciado pela UFSC com a tese de modelos de negócios sustentáveis para startups. Desde 2010 também atua como professor de pós-graduação. Empreendedor, investidor e fundador da HARDS, Marcos Buson é mais um entrevistado da série especial de um dos maiores eventos de inovação, tecnologia e empreendedorismo do Brasil, o Startup Summit, que acontece nos dias 4 e 5 de agosto, em Florianópolis.

Para você, qual a importância do Startup Summit?

Marcos: O Startup Summit se consolidou como um evento referência em conteúdo de classe mundial com participantes de alto nível. O encontro de líderes de segmentos e protagonistas do Brasil e do mundo na área de tecnologia, sejam empreendedores, investidores ou executivos de corporações que estão impactando nosso ecossistema de inovação. 

O que podemos esperar da sua palestra no evento?

Marcos: Iremos apresentar os resultados de mais de 2 anos de investimento em empresas de Deeptechs, Indústria 4.0, Agtechs, Inteligência Artifical e Logtechs, assim como dicas e boas práticas para empreendedores desses segmentos. Apresentaremos também as iniciativas dos sócios com novas operações, aumentando nosso leque de produtos e serviços para atender melhor corporações e investidores criando um ecossistema ainda maior de suporte às startups dos nossos programas atuais e futuros. 

Qual foi o insight para fundar a HARDS e quais os principais diferenciais?

Marcos: A oportunidade que identificamos foi de ajudar empreendedores e empreendedoras desassistidas por programas early stages de soluções para a economia real, principalmente mas não exclusivamente, os que utilizavam hardware (como IoT, AI e robótica) para entregar sua proposta de valor. A metodologia que criamos foi um conjunto de técnicas, ferramentas e boas práticas do início do meu doutorado e de outros programas de aceleração que os sócios Odilo Junior e Alan Freeman fundaram, junto com a experiência empreendedora dos 3, inclusive, com exit para o Google e abertura de capital na NYSE. Entendemos a necessidade dos fundadores que essencialmente se resume ao acesso à infraestrutura de produção, acesso à capital na construção de seus produtos e um fast track para seus primeiros clientes na fase de Product Market Fit por meio da nossa rede de parceiros, investidores e corporações. Dentre nossos diferenciais, nossa meta é de criar o futuro com empreendedores, corporações, federações, associações e investidores. Em colaboração com CEOs e outros C-Levels que participam de programas pela nossa vertical de serviços, elaboramos teses de investimento específicas. Outro diferencial é que criamos cenários de 5 ou 10 anos, e voltamos até o tempo presente para determinar em quais startups e tecnologias que deveríamos investir, e como desenvolvê-las para criar um novo futuro definido em nossa tese. Trouxemos também o Sistema S, para conectar startups e empresas de grande porte junto com sua rede de ICTs, seja para co-execução ou transferência de tecnologia, usufruindo de recursos subvencionados e incentivos fiscais. E um último diferencial, montamos um portfólio de startups para executar essas teses setoriais e atuamos como facilitadores para fomentar a colaboração entre corporações, federações industriais, e startups para acelerar seus negócios enquanto reduzimos o risco, criando oportunidades mais atraentes para investidores profissionais. Por fim, com nossa metodologia de aceleração, combinada com todos os players citados, criamos o melhor futuro, retorno de investimento e realização dos sonhos de empreendedores.

Qual o impacto da HARDS desde sua fundação?

Marcos: Chegaremos ao final de 2 anos de operação com 20 startups aceleradas, grande maioria do segmento IoT e AI apoiadas por meio de um grupo mega qualificado de mais de 26 investidores-anjos, family offices e grupos industriais, impactando mais de 40 empreendedores fundadores e mais de 92 colaboradores vinculados às operações. Nossas startups captaram mais de R$ 11 milhões em editais de fomento e R$ 15 milhões com investidores privados, tudo isso poucos meses após nosso aporte, onde 90% do portfólio captou recursos. Nosso braço de consultoria corporativa para transformação digital com modelo de venture builder desenvolveu programas de investimento e inovação para empresas como RUMO Logística do Grupo COSAN, Algar Telecom, Whirlpool, CTG Brasil, Stara, e FIERGS tendo apoiado dezenas de relacionamentos de negócio entre mais de 150 startups, indústrias e unidades do Sistema S. Além disso, somos responsáveis pelo maior mapeamento de startups brasileiras da Indústria 4.0. 

Como avalia o ambiente de inovação e tecnologia de SC? O que, na sua visão, precisa melhorar?

Marcos: Temos uma base praticamente com todos os players em todas as etapas da jornada do empreendedor e investidor, com grande força na originação de startups e programas de capacitação, como por exemplo, CoCreationLab by TXM, Sinapse/Centelha, Inovativa, 49 educação e o nacionalmente referenciado StartupSC. Poucos sabem, mas no Instituto da Indústria que fica no Sapiens Parque, a HARDS está localizada, fazemos parte do projeto LABFABER juntamente com a FIESC/SENAI-SC, CERTI e a PRODUZA, criando um ambiente único referência na América Latina para HardScience, carinhosamente apelidado de Shenzhen Brasileira por nossos colegas. Um conceito de one-stop-shop de inovação para a indústria. Enfim, somos um cluster novo, e com a maturidade do ecossistema, é natural o aumento de alternativas e oportunidades, ou seja, um quantitativo mais representativo. Entretanto, como resultado de um período de restrição que vivemos nos últimos anos, essas barreiras e distância geográficas foram consideravelmente diminuídas, fato esse que talvez atenue essas diferenças em relação a outras capitais nos próximos anos. Acredito piamente que SC tem todos os ingredientes para se tornar um ecossistema ainda mais referenciado mundialmente, como foram criados os ecossistemas do Vale do Silício e Boston no início dos anos 2000, mas hoje com muito mais agilidade e conexão.

Acompanhe os principais conteúdos do Startup Summit clicando aqui.

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