Uma rede internacional para acelerar a evolução do cooperativismo

Sou um apaixonado pelo cooperativismo. No universo das cooperativas todo mundo que coopera, ganha. Os cooperados, o mercado, os colaboradores, a região que se desenvolve e a própria instituição, já que a saúde financeira dos cooperados, que são os donos, é a fortaleza da cooperativa.

Como sou da opinião de que o mundo precisa conhecer o poder da cooperação como solução para os desafios contemporâneos, me dedico a divulgar o cooperativismo em todo lugar aonde vou e por todos os canais possíveis.

Por isso, fiquei contente com esta notícia fresquinha: a criação recente, em julho, da Rede Continental de Pesquisa em Cooperativismo. Trata-se de um hub de conhecimento em parceria com universidades que mantêm pesquisas sobre cooperativismo no Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, com a chancela da ACI-Américas, um braço da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

De início, são dois objetivos principais: mapear universidades e pesquisadores com foco em cooperativismo, para alinhar os esforços dessas instituições aos objetivos da ACI, e ainda melhorar os serviços que a Aliança oferece para as cooperativas das Américas, através de dados e pesquisas realizadas na área. A iniciativa, é lógico, recebeu o apoio do Sistema OCB aqui no Brasil.

Essa troca de conhecimentos vai alavancar a temática cooperativista de forma significativa. É muito salutar identificar boas práticas e trazer a contribuição de outros países e, em contrapartida, levar as nossas. Nossa parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) já rendeu bons frutos desde o primeiro edital e é referência. Agora, vamos ampliar o leque compondo a Rede Continental de Pesquisa em Cooperativismo”, destacou no lançamento da rede o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

No mundo inteiro a inovação é aliada da pesquisa. Por isso, o trabalho dessa teia de pesquisadores e universidades terá papel central para pavimentar o futuro das cooperativas no Brasil e nos países participantes.

Vivemos um momento desafiador, em que o cooperativismo, para ser cada vez mais presente e imprescindível, precisa desatar alguns nós comuns ao movimento, como a adesão das novas gerações e a comunicação do seu propósito com maior clareza.

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