Carlos Aldan: palestrante da Expogestão falará sobre saúde mental e líderes do futuro

Formado em Antropologia, Sociologia e Ciências Políticas pelo Saint Olaf College, no Estados Unidos, CEO do Grupo Kronberg e membro do Conselho Consultivo da Harvard Business Review. Carlos Aldan vai falar sobre saúde mental no ambiente corporativo e o que um líder do futuro precisa ter na Expogestão, que acontece nos dias 23, 24 e 25 de agosto, em Joinville.

O que esperar da sua palestra no evento?

Carlos: A combinação do crescimento exponencial da tecnologia e a experiência com a pandemia da Covid, impactaram dramaticamente o comportamento da sociedade humana e as empresas. A humanização do trabalho, o aumento de transtornos mentais, o burnout considerado doença do trabalho, o “eu” versus “nós”. Estamos, como consequência, enfrentando um dos maiores desafios de liderança da história de liderança empresarial. Quais são os marcadores de sucesso profissional nesse contexto? Que mindsets, dimensões, comportamentos e competências se fazem necessárias para mantermos relevância profissional com saúde mental em ambientes crescentemente desconhecidos, incertos e ambíguos?

Qual a importância da ExpoGestão?

Carlos: De fundamental importância para levar conhecimento atualizado e indispensável para as empresas do Brasil.

Na sua opinião, quais características que um líder do futuro precisa ter?

Carlos: São várias! Focando nas principais aqui, um líder precisa desenvolver as competências essenciais, como autoconsciência, que lhe permitirá desenvolver uma noção realista de suas competências e fragilidades e, consequentemente, a humildade para reconhecer quais mindsets, dimensões de liderança, comportamentos e competências, precisa desenvolver para sustentar performance superior no cenário de disrupção e turbulência permanentes. O autocuidado e apoio emocional para sua organização. Lidar com a complexidade geracional, diversidade e inclusão e com os altos índices de desengajamento.

O Burnout é classificado como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é definido como síndrome psicológica emergente. Quais as principais ações por parte das empresas para evitar essa condição nos colaboradores?

Carlos: Hoje temos pesquisas que identificam os seis principais direcionadores de burnout, que quando endereçados, mitigam os altos índices desse sério problema nas organizações. Nosso posicionamento é que somente oferecer classes de yoga, academia de ginástica, não funciona. Burnout e outros transtornos mentais resultam de inúmeras práticas obsoletas de trabalho, clima organizacional inadequado e relacionamentos ruins. Mudar o mindset da liderança primeiro, quanto ao seu papel na questão de saúde e bem-estar de sua organização, se faz primordialmente necessário. Depois oferecer as ferramentas práticas para que a liderança possa liderar com eficácia programas bem construídos de saúde mental e bem-estar.

Aos interessados em participar do evento, os ingressos podem ser adquiridos clicando aqui.

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