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Foto: divulgação

O que eu aprendi trabalhando com meu pai

Redação Economia SC

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Tudo sobre economia, negócios, inovação, carreiras e sustentabilidade em Santa Catarina.

Por Cesar Ricardo Sabel, diretor comercial da Consistem.

Para muitos meninos, o pai é aquele que ensina, orienta, serve de apoio e é modelo do homem que desejamos ser no futuro. Para mim, além de todas essas referências, meu pai também foi um líder que me inspirou no trabalho.

A Consistem nasceu na garagem da nossa casa. Então, não podia ser diferente que os assuntos da empresa estivessem no dia a dia da família. Apesar dessa relação tão grande, meu pai sempre ensinou a diferença entre os dois mundos. Desde pequeno, ele falava: “O que é da empresa é da empresa, vocês precisam saber separar.” O dinheiro da Consistem é dos negócios, para investimentos e fluxo de caixa. A gente vê alguns empresários usando recursos da empresa para comprar um carro novo ou pagar viagens da família e isso acaba tendo reflexo nos resultados. Esse foi um ensinamento muito importante, que permitiu que a empresa fosse crescendo de maneira muito sólida.

Outra frase que aprendi com ele é que precisamos comer o boi em bifes. Ninguém come o boi inteiro, por isso é importante ir resolvendo as coisas com paciência, em partes. Não adianta sofrer por antecedência e ninguém resolve grandes problemas de uma única vez. Então, é preciso ir com calma, mesmo que as coisas não aconteçam na velocidade que você espera, o principal é o grande objetivo, é para isso que devemos persistir.

Eu e meus irmãos Carlos Eduardo e Carla Jaqueline também aprendemos a não fazer economia burra que, nas palavras do nosso pai, é deixar de gastar dinheiro em algo que pode reverter em um crescimento maior para a Consistem ali na frente. Não vamos deixar de comprar um equipamento ou um serviço que é caro para pegar um mais barato que irá dar problemas ou prejudicar nossos resultados. Na pandemia, enquanto todo mundo estava despedindo as pessoas por medo, meu pai avaliou que deveríamos manter a equipe técnica. “Uma hora, isso tudo vai passar, e quando o mercado voltar ao normal, terá muito dinheiro. Não podemos voltar com o time enfraquecido”, disse. Não mandamos ninguém embora, e o time técnico ficou trabalhando em casa. Quando voltou tudo, a empresa cresceu 40%.

A relação do nosso pai com dinheiro também foi muito importante na minha formação: “Filho, você nunca pode maltratar o dinheiro, porque um dia ele vai te maltratar também.” O rebote vem, como um elástico. O dinheiro é bom, ajuda a gente a ter acesso a conforto, mas temos de cuidar dele com carinho. Quando a gente gasta um centavo, devemos pensar que gastamos um milhão. E quando a gente ganha um milhão, temos de pensar que ganhamos um centavo.

Sobretudo, meu pai me ensinou a ser humilde para conquistar o nosso espaço. Ele dizia que sempre trabalhou de porta aberta, porque queria que qualquer pessoa se sentisse à vontade para entrar e sugerir novas ideias.

Hoje ele não está mais 100% no dia a dia da empresa, mas no conselho de administração e nas atividades financeiras, que é o que mais gosta. Orienta, apoia, mas dá liberdade para mim e para os meus irmãos na gestão do negócio. Funciona bem porque temos perfis complementares. Enquanto meu irmão tem visão de longo prazo e minha irmã é muito focada na área de marketing e administrativo, eu toco o dia a dia da empresa no comercial. Tenho certeza que boa parte dessa harmonia veio da forma como ele tratou a sucessão e como nos ensinou a gerir o negócio.

Por tudo isso, o seu Laureci Sabel foi mais que meu pai, foi um verdadeiro mentor de negócios. Para ele e para todos os pais, um feliz dia ao lado de seus filhos e de quem amam.

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