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Alana AI mira em novos horizontes e realiza missões na China e em Israel

Marcel Jientara

Marcel Jientara

CEO e fundador da Alana AI

A scale-up Alana AI embarcou, desde o final do mês, para duas missões internacionais. A primeira delas, em Pequim, na China, aconteceu de 24 a 27 de agosto, com Marcellus Amadeus, Chief Scientist e Co-Founder, e Laís Cesar, Head of Open Innovation, que levaram o nome da startup para o palco de um dos maiores eventos do país sobre inovação e empreendedorismo, o HICOOL.

“Fomos selecionados para apresentar a nossa solução. Com apoio do nosso parceiro Apex, apresentamos a nossa solução e exploramos também o lado de pesquisa de Inteligência Artifical, como as universidades estão se posicionando e fomentando novos talentos”, compartilha Laís.

Com a viagem à China, além de poder apresentar a solução, a Head of Open Innovation vivenciou uma rica troca de experiências, como visitas a incubadoras de startups e empresas pioneiras na China no segmento de Inteligência Artificial e aplicação em novos produtos com essa tecnologia.

“Esses intercâmbios nos permitem ver as novidades que estão acontecendo em outros ecossistemas, como está o processo de transformação digital, principalmente na China, pois os aplicativos são criados e consolidados internamente, o que exigiu uma adaptação tecnológica da nossa parte. Um exemplo, criado pelo grupo Alibaba, é o WeChat, semelhante ao WhatsApp, com mais de um bilhão de usuários. Outro aplicativo do grupo é o Aliplay, com 800 milhões de usuários. Nele, é possível encontrar formas de pagamentos e utilização de mini-apps, fazendo com que todos fiquem interligados”, comenta.

Inovação como plano central de desenvolvimento

No 14º Plano Quinquenal da República Popular da China, modelo de política chinês para o desenvolvimento econômico e social de médio prazo, a inovação tecnológica aparece como elemento central para alcançar um desenvolvimento de alta qualidade.

Segundo o Plano, que pela primeira vez incluiu um capítulo exclusivamente dedicado à tecnologia, a China planeja aumentar os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em mais de 7% ao ano, o que corresponderá a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em termos absolutos. Esse aumento no investimento também abrange a pesquisa básica, com previsão de crescimento de 10,6% em 2021. Destaca-se ainda a intenção de elevar a parcela destinada à pesquisa básica em relação ao total investido em P&D, de 6% para 8%, embora continue abaixo dos 17% observados nos Estados Unidos.

Os recursos serão direcionados para setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, informação quântica, semicondutores, neurociência, engenharia genética, medicina clínica, exploração do espaço, das profundezas e dos solos.

Israel: um dos melhores ecossistemas do mundo

Segundo a  Confederação Nacional da Indústria, Israel tem a maior concentração per capita de startups do mundo: uma para cada 400 pessoas. Todos os anos 1,4 mil startups nascem em Israel (uma a cada 6 horas). No Brasil, a média é de uma startup por 180 mil habitantes.

Israel se destaca ao investir 5,44% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), posicionando-se como o país com o maior aporte proporcional para essa finalidade. Países membros da OCDE destinam, em média, 2,67%. 

Essa política de Estado tem gerado resultados notáveis, permitindo que Israel transforme sua infraestrutura de pesquisa em uma prolífica fonte de patentes, além de contribuir para a resolução de desafios internos e consolidar sua posição como um dos principais exportadores de tecnologia a nível global.

Entre os dias 03 e 07 de setembro, Laís segue para o país, com uma programação que inclui visitas a empresas e pólos tecnológicos na capital Tel Aviv, considerada uma das 10 cidades mais inovadoras do mundo, conforme relatório da StartupBlink, centro de pesquisas que mapeia os ecossistemas de inovação no mundo.

Com essas duas novas experiências internacionais, os líderes esperam trazer novas perspectivas e insights para dentro da Alana AI, fortalecendo não apenas a scale-up, mas o ecossistema brasileiro.

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