Siga nas redes sociais

Search

SC lidera migração de novas empresas para o Mercado Livre de Energia na 2W Ecobank

Foto: divulgação.
Foto: divulgação.

A partir desse mês, o Mercado Livre de Energia no Brasil se tornará uma opção viável para mais de 100 mil pequenas e médias empresas conectadas à rede de média e alta tensão, conhecidas como Grupo A.

Essa mudança segue a recente publicação de uma portaria pelo Ministério de Minas e Energia e uma normativa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), visando proporcionar às empresas a oportunidade de reduzir custos e aumentar a competitividade.

A principal alteração trazida por essa regulamentação é a eliminação da exigência de demanda mínima para a adesão ao mercado livre. A partir de agora, empresas com faturas mensais superiores a R$ 10 mil já serão elegíveis, simplificando o processo de migração e tornando-o mais acessível.

A 2W Ecobank, uma das maiores comercializadoras e geradora de energia renovável do país, está se aproximando da marca de 500 clientes na Região Sul que migraram para esse segmento. Só no ano passado, houve um crescimento de 300% em comparação com o ano anterior, com destaque para Santa Catarina com 39% das migrações, à frente do Paraná com 35% e do Rio Grande do Sul com 26%.

Para entender melhor sobre o assunto, Ciro Neto, Partner e Head de Desenvolvimento de negócios da 2W na Região Sul, esclarece abaixo algumas dúvidas:

De quem o consumidor livre compra energia e de onde vem a energia elétrica vendida no Mercado Livre?

Ciro Neto: No mercado livre de energia, os consumidores têm a opção de escolher seus próprios fornecedores e fonte (eólica, solar, hídrica…) de energia. Eles podem comprar energia diretamente de comercializadoras ou fornecedores, em vez de ficarem vinculados aos serviços da concessionária de distribuição de energia. No Brasil, por exemplo, o mercado livre de energia elétrica a partir de 2024 já está acessível para todos os consumidores de alta e média tensão, nesse mercado, os clientes podem negociar diretamente com geradores ou comercializadoras de energia para obter contratos que atendam às suas necessidades especificas. Esse processo proporciona maior flexibilidade nas condições contratuais e acesso a opções de fontes de energia diversas.

O Mercado Livre de Energia pode oferecer riscos ao consumidor?

Ciro Neto: Sim, pode apresentar alguns riscos, especialmente para aqueles que não estão familiarizados com os mecanismos do mercado. Contratos mal estruturados com termos contratuais complexos e condições pouco claras podem criar desafios para os consumidores. A inadimplência de fornecedores e comercializadoras inexperientes ou com porte inadequado aos desafios e volatilidade existentes no mercado pode representar um risco, pois fornecedores que não cumprem seus compromissos contratuais, podem gerar interrupções no fornecimento ou custos adicionais, aos seus clientes, logo é importante que os consumidores estejam cientes desses riscos e tomem medidas para mitigá-los, como realizar uma análise cuidadosa dos contratos, escolher fornecedores confiáveis. Por outro lado, contratos bem estruturados e empresas sérias, robustas e comprometidas em prestar um bom serviço aos seus clientes, alavancam o ambiente de segurança retirando seus clientes da exposição as bandeiras tarifárias, garantindo a fonte da qual energia consumida é proveniente e agregando valor e novas receitas através de serviços que as empresas até então não tinham acesso junto a sua distribuidora.

Quais são as vantagens da abertura do Mercado Livre de Energia?

Ciro Neto: São inúmeras as oportunidades e vantagens, a maior delas é o papel ativo que os clientes passam a ter, pois a abertura do mercado irá possibilitar que o exercício do consumo seja mais eficiente e sustentável e em alguns casos a custos menores, esse movimento também irá contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil, pois uma maior competição irá estimular fornecedores a criar soluções inovadoras para atração de novos clientes.

Que tipo de consumidor pode se beneficiar no Mercado Livre e o que muda em 2024?

Ciro Neto: Todo consumidor do “grupo A” ligado em alta e média tensão já pode se beneficiar com a abertura do mercado, pois como um dos ritos do processo de migração envolve a denúncia do contrato existente junto a distribuidora 6 meses antes da data de renovação, todos clientes do grupo A já podem iniciar desde agora seu processo de adesão ao mercado livre de energia.

Como a 2W pode ajudar uma empresa a aderir ao Mercado Livre de Energia?

Ciro Neto: A migração para o mercado livre de energia é um processo complexo que envolve diversos aspectos regulatórios, contratuais e técnicos. Empresas especializadas em consultoria e gestão de energia, como a 2W ecobank, podem oferecer uma variedade de serviços para ajudar as empresas nesse processo. Suportamos nossos clientes desde a análise de viabilidade para identificar o perfil de consumo até a identificação se as condições infraestrutura são adequadas para migração. Além disso somos a primeira empresa a oferecer uma proposta de valor que permitem aos nossos clientes se adequarem rapidamente as melhores práticas ESG, contribuindo desta forma para que nossos clientes se posicionem de forma mais competitiva e sustentável dentro do seu mercado.

Compartilhe

Redação Economia SC

Tudo sobre economia, negócios, inovação, carreiras e sustentabilidade em Santa Catarina.

Leia também

Receba notícias no seu e-mail