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O ano (não) começa depois do Carnaval: como a folia e a carreira podem colidir

Foto: Daniel Zimmermann.
Foto: Daniel Zimmermann.

Quem já atuou na área de RH ou assumiu a gestão de uma equipe com certeza já se deparou com uma pergunta recorrente nesse período do ano: “vamos folgar no Carnaval?”.

Para quem ama a data, a resposta para a pergunta pode até parecer óbvia, especialmente em cidades tomadas por blocos e desfiles, como é o caso das capitais no Sudeste e no Nordeste.

Mas antes de confirmar sua presença no bloquinho, é importante lembrar que, apesar do clássico ditado popular, o ano não começa apenas depois do Carnaval.

Muitas decisões sobre carreira e negócios já foram e estão sendo tomadas, muitas vendas e oportunidades de crescimento profissional já ocorrem nestes cerca de 40 dias do ano.

E ao contrário das tão merecidas férias, previstas e que devem ser devidamente desfrutadas pelo profissional que busca equilíbrio e qualidade de vida, o Carnaval não está, necessariamente, na agenda de folga das empresas.

Ao contrário do que muita gente pensa, Carnaval sequer é um feriado nacional. Ele é instituído por lei municipal em algumas cidades do Brasil, como em Balneário Camboriú, onde está a sede da Ellevo, por exemplo, em que o dia 13 de fevereiro, terça de Carnaval, é feriado.

E, claro, a decisão se deve por um fator muito maior do que a folia em si. O potencial turístico e de negócios com este trade é muito mais impactante para a cidade do que ignorar a data.

Ainda assim, mesmo estando baseados em Balneário, mas com uma equipe em home office, mantemos o serviço de suporte aos clientes, através do sistema de plantão, visto que a maioria segue atuando e é nossa decisão não deixá-los sem nosso apoio.

Já outras cidades, como Blumenau, onde morei boa parte da minha vida, não têm tradição de Carnaval nem instituiu feriado para a data.

Isso porque, apesar da veia turística, conta com outros setores que movimentam de forma importante sua economia, como a indústria e a tecnologia.

Assim, profissionais que estão em locais como este já sabem que um planejamento e alinhamento prévio com seu gestor é fundamental para quem deseja folgar e curtir a folia.

Em ambos os casos dados como exemplo, o que vale, acima de tudo no universo corporativo, é o impacto que a decisão de fazer ou não feriado vai trazer para o ambiente.

Como profissional, deixo essa reflexão: afinal, compensa desperdiçar boas chances de negócios e na carreira por conta da data, “esperando o ano começar”?

Acredito que, acima de tudo, o bom senso deve prevalecer. Existe um fim de semana que antecede a data em si para que cada pessoa possa aproveitar à sua maneira.

Dois dias de lazer, festa ou descanso, e uma nova semana de foco nos negócios não me parece de todo ruim. Já quem não abre mão da data também pode buscar alternativas, o combinado, afinal, não sai caro.

Quando todos estão alinhados, não há problemas que possam impactar. Mas, com um mercado aquecido e negócios acontecendo, vale perder quase uma semana enquanto seu concorrente segue batendo à porta do mercado?

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Irene da Silva

CEO da Ellevo

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