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Inovar não requer disrupção: o que ditará a gestão de trade marketing em 2024

Florianópolis
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Por André Krummenauer, CEO da Involves.

O cenário econômico que se desenha para 2024 traz consigo uma série de desafios e incertezas que exigem das empresas uma abordagem estratégica e eficaz. Com a sinalização governamental sobre a meta fiscal ainda nebulosa, uma trajetória de juros menos declinante do que o previsto e um consumo com limitações refletindo nos resultados do varejo, é imperativo repensar a forma como conduzimos os negócios.

Neste contexto, dentro das empresas, a ênfase deve recair sobre a eficiência operacional, a racionalidade nos investimentos e a excelência na gestão do básico como diferenciais competitivos. No universo do Trade Marketing, identificamos alguns destaques que se alinham a essas tendências, delineando um caminho promissor em 2024.

1. Sofisticação na segmentação

Descer um degrau na granularidade da segmentação revela-se uma iniciativa inteligente, permitindo a entrega de propostas de valor mais adaptadas à realidade de cada canal. A garantia de que o custo de servir o canal seja proporcional ao resultado obtido é essencial nesse contexto.

2. Inovação baseada em ROI

Inovar não deve ser uma aposta, mas sim uma decisão baseada em retornos tangíveis. A tecnologia, nesse contexto, desempenha um papel crucial. Focar em melhorias incrementais, com ganhos de eficiência mensuráveis e retorno sobre investimento embutido, é o caminho para a inovação sustentável.

3. Comunicação efetiva com a operação de ponta

A coerência entre a visão estratégica da “sala de justiça” e a implementação no ponto de venda deve ser diariamente verificada. A comunicação efetiva com a operação é essencial para assegurar a execução adequada das estratégias e deve se tornar um mantra para 2024.

4. Cultura de execução em toda a empresa

O movimento de liderança que permeia toda a cadeia de valor é evidente, especialmente nas CPGs (Consumer Packaged Goods – Bens de Consumo Embalados). Em 2024, não há mais espaço para delegar a execução para os times de chão de loja. Liderança pelo exemplo, com metas de visitas, auditoria de loja, feedback e interação com o canal, torna-se crucial.

5. Insights acionáveis com inteligência artificial

Em tempos de inteligência artificial, é vital aterrizar o tema. A IA não substitui o ser humano, mas amplia a capacidade de análise e recomendação. Como exemplo, a IA pode orientar promotores na identificação de rupturas em lojas, proporcionando eficiência na operação.

No âmbito do Trade Marketing, o planejamento estratégico, execução eficaz e controle rigoroso são fundamentais. É aqui que a Inteligência Artificial (IA) emerge como aliada, contribuindo desde a personalização de campanhas promocionais até a otimização da gestão de estoques e a identificação de padrões de consumo.

Em 2024, a capacidade de adaptação e a busca constante pela eficiência serão a chave para superar obstáculos e prosperar. Não é apenas uma questão de adotar a tecnologia, mas de integrá-la de maneira inteligente em toda a empresa. Dentro da estratégia de Trade Marketing, ao focarmos em fazer as coisas bem feitas, combinando eficiência operacional e tecnologia, estamos pavimentando o caminho para o sucesso sustentável em 2024 e além.

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Redação Economia SC

Tudo sobre economia, negócios, inovação, carreiras e sustentabilidade em Santa Catarina.

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