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Sobre o medo que abre caminhos

Foto: Fabiano Scheck.

Existe algo muito bonito em saber que ainda temos muitas primeiras vezes para viver.

Às vezes a gente esquece disso. Como se a vida fosse só repetição, rotina, o que já foi feito antes. Mas não. Sempre há uma fresta, uma porta que abre para o inédito.

E o inédito assusta.

Porque viver uma primeira vez é atravessar sem mapa. É entrar no escuro com a lanterna fraca, sem saber se vai tropeçar ou descobrir um caminho inteiro.

É medo, sim. Mas é também a chance de se surpreender com o próprio fôlego.

Cada vez que uma primeira vez acontece, a gente entende um pouco mais de si.

Percebe que é capaz. Que é maior do que pensava. Que tem músculos que só aparecem no esforço, coragem que só nasce no salto.

E isso fica.

O que você vive pela primeira vez não se apaga. Não só pela memória, mas porque muda a forma como você se move depois. É como se a vida deixasse cicatrizes boas, tatuagens invisíveis que lembram: eu consegui.

Por isso é tão importante não esquecer.

Porque o medo sempre volta. Mas também volta a lembrança de que, sim, você já esteve aqui antes, já atravessou, já se reinventou.

E reescrever essa certeza é o que faz as coisas durarem.

As primeiras vezes não são só momentos. São sementes. Que brotam de novo cada vez que a gente ousa tentar outra vez.

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Head de marketing multicanal, professora e mentora de startups.

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