Antes de existir marketing, anúncios ou redes sociais, já existiam histórias.Muito antes de falarmos em métricas, funil ou conversão, a sociedade já negociava ideias, crenças e decisões por meio da narrativa. Antes das moedas, das mercadorias e até das trocas formais, eram as histórias que convenciam, conectavam e moviam pessoas.
E talvez esteja aí um ponto importante! As pessoas nunca deixaram de se conectar com histórias, o que mudou foi o excesso de informação ao redor delas.
Hoje, a comunicação tradicional nas mídias digitais já não prende mais a atenção como antes, e nem é pela falta de conteúdo de qualidade, mas sim, o excesso dele. E, nesse cenário, uma palavra se tornou central: conexão. Pessoas não se conectam com marcas frias, se conectam com sentidos, emoções e narrativas.
É por isso que, quando uma empresa encontra a narrativa certa, aquela que gera identificação e emoção, ela passa a ter nas mãos uma ferramenta extremamente poderosa para o negócio. Storytelling vai além de “embelezar” a comunicação, ele torna a mensagem memorável na mente do consumidor.
Nos últimos anos, a palavra storytelling virou moda. Basta abrir qualquer rede social para encontrar conteúdos ensinando como contar histórias (inclusive alguns meus). E isso revela algo importante: o público está cansado de conteúdo vazio. É preciso envolvimento do início ao fim com o que está sendo dito, ou, em questão de segundos, você perde a atenção do consumidor para um vídeo de gatinho dançando.
E aqui costuma surgir a dúvida clássica:
- “Mas a minha empresa é da área da tecnologia.”
- “Meu negócio é técnico.”
- “Como eu vou contar histórias sobre isso?”
Respira.Ninguém está falando em criar um conto de fadas sobre a sua marca. Storytelling estratégico não é inventar personagens mágicos ou romantizar a realidade. É comunicar de forma inteligente o que já existe: os desafios, as decisões, os bastidores, as pessoas por trás do CNPJ (ou melhor, do CPF).
Aliás, essa é a provocação que deixo para você: experimente contar a história por trás do CNPJ. Depois, observe o resultado.
Quando marcas deixam de falar apenas de produtos e começam a falar de propósito, escolhas, erros e aprendizados, algo muda na forma como são percebidas.
E não se preocupe, eu ainda vou te explicar aqui como transformar isso em narrativa estratégica, em passos simples e aplicáveis.
Por enquanto, fica o convite: desafie-se a falar sobre suas paixões, seu propósito e o motivo real que te levou a empreender. Porque, no fim das contas, bons negócios começam com boas histórias bem contadas.