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Alta renda muda padrão de moradia e impulsiona o mercado imobiliário fora das capitais

Foto: divulgação

A escolha do endereço residencial passou a seguir uma lógica diferente para uma parcela crescente da população de alta renda.

Executivos e empresários mantêm suas atividades profissionais concentradas nas grandes capitais, mas optam por estabelecer moradia permanente em cidades médias que oferecem infraestrutura urbana consolidada, segurança e serviços qualificados.

Segundo Rafael Machado, diretor de Lançamentos da Anagê, maior imobiliária do norte catarinense, esse movimento tem impulsionado o mercado imobiliário fora dos principais centros financeiros do país, com destaque para Joinville e os municípios do litoral norte de Santa Catarina.

A região reúne crescimento econômico consistente, base industrial diversificada, avanço do setor de tecnologia e logística eficiente, fatores que a colocam no radar de compradores de alto poder aquisitivo.

Joinville é cortada pela BR-101, está próxima a portos estratégicos e conta, além do aeroporto local, com acesso facilitado a terminais em Navegantes, Curitiba e Florianópolis, conectividade que viabiliza deslocamentos frequentes para agendas corporativas sem comprometer a rotina familiar.

“Esse público é formado, em grande parte, por executivos que mantêm suas operações nos grandes centros, mas escolhem trazer suas famílias para cidades que oferecem mais segurança, boas escolas, serviços de saúde, lazer e previsibilidade urbana”, afirma.

Impulsionada por esse movimento, a demanda por imóveis de alto padrão cresce na região e valoriza empreendimentos que combinam localização privilegiada, grandes metragens e alto nível de personalização. Bairros de baixa densidade, com circulação controlada e maior privacidade, ganham protagonismo.

“Em Joinville, há empreendimentos com esse perfil avaliados em até R$ 17 milhões, com apartamentos que chegam a 730 metros quadrados. São projetos concebidos para oferecer privacidade, circulação restrita e maior governança do entorno urbano”, explica o diretor.

A dinâmica se estende a cidades como Barra Velha, Piçarras e Itapoá, onde imóveis antes utilizados de forma ocasional passaram a abrigar moradores permanentes, com o diferencial de estarem localizadas no litoral e integradas ao eixo econômico de Joinville.

“Essa mudança altera o desenho urbano, valoriza os ativos imobiliários e movimenta todo o ecossistema do setor”, conclui.

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