Em tempo de incertezas e individualismo desenfreado, a melhor escolha que você pode fazer em 2026 é olhar para o coletivo, e para você mesmo, com olhos mais pragmáticos. Associe-se a uma cooperativa. Não importa em que área você atua, ser cooperado é uma estratégia inteligente e segura de vida e cuidado com o futuro.
Não estou falando só do cooperativismo de crédito, território onde milito há três décadas. Pense em cooperativas de consumo, trabalho, agro, saúde, transporte, educação. Todas têm algo em comum: colocam você como protagonista das decisões e dos resultados, e não um acionista distante.
Mas por que fazer isso em 2026? Aqui vão três razões de peso com dados que não deixam margem para achismo:
1. O cooperativismo está crescendo, e rápido
O Brasil acaba de ultrapassar 25,8 milhões de cooperados, um salto de 66% em apenas cinco anos, consolidando o modelo como uma das formas de organização econômica que mais avançam no país.
2. As cooperativas geram empregos e participação real
São mais de 4 mil cooperativas ativas em todo o Brasil, presentes em 3,5 mil municípios e gerando quase 600 mil empregos diretos e sustentáveis. Uma potência que cresce mais rápido que o mercado de trabalho formal como um todo.
Aqui não existe ninguém mais importante do que ninguém. Cada associado tem voz e voto, e isso transforma as decisões em algo que faz sentido para quem vive a mesma realidade.
3. Os resultados entram no bolso
Todo ano, as cooperativas brasileiras distribuem mais de R$ 50 bilhões em sobras aos seus cooperados. Esse valor não é apenas um número contábil. Ele representa dinheiro devolvido diretamente às pessoas que fazem parte da cooperativa, proporcional ao uso que fizeram dos serviços e produtos ao longo do ano – algo que não acontece no setor empresarial tradicional, onde o lucro fica com poucos.
Se você quer mais do que apenas sobreviver em 2026, ouso dar um conselho: não entregue seus dias a uma lógica que não conversa com o que você quer da vida real. Assuma as rédeas da sua trajetória e conecte-se a algo maior. Quem faz essa escolha não fica à margem da economia: participa dela, influencia decisões e colhe resultados.
A cooperação não é só uma alternativa possível. É uma escolha inteligente e vencedora para quem quer crescer junto, sem abrir mão da própria autonomia.