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Produção industrial de SC avança 3,2% em 2025

Foto: Uğur Bozdoğan/Pexels

A produção industrial de Santa Catarina avançou 3,2% em 2025, desempenho superior ao recuo de 0,2% da indústria brasileira, segundo dados da Produção Industrial Mensal Regional (PIM), medida pelo IBGE.

“O desempenho, apesar de positivo, mostra desaceleração da indústria, motivada pela elevada taxa de juros, pelo consumo doméstico mais contido e também pelos efeitos da redução das exportações para parceiros importantes, como Estados Unidos e China”, explica o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme.

Estudo da entidade mostra que dez dos 13 setores industriais analisados estão reduzindo seu ritmo de crescimento.

Na análise do economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, o crescimento da produção industrial mesmo em um cenário mais adverso foi sustentado pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, além da fase do ciclo da construção civil e seu encadeamento produtivo.

Setores

É o caso de produtos de metal, que cresceu 10,8%, impulsionado pela usinagem, por artefatos ligados à demanda intermediária e pelo avanço das obras da construção civil, que elevou a procura por estruturas metálicas. 

“A construção ainda impactou a fabricação de minerais não metálicos, que cresceu 5,1%, com destaque para a cerâmica de revestimento. Esse encadeamento produtivo também favoreceu os setores de coloríficos, químicos e tintas, contribuindo para o crescimento da indústria química, de 3,4%”, explica.

Outra exceção ao movimento de desaceleração é o setor de alimentos, que cresceu 5,9% impulsionado pelo aumento das exportações e pela diversificação de destinos.

A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 7,2% e a produção industrial de máquinas e equipamentos cresceu 6,3%, motivados pelo programa de depreciação acelerada e também pela safra agrícola.

Do lado das quedas, destacam-se o setor de fabricação de produtos de madeira, que declinou 4,5% e o de fabricação de móveis, que recuou 2,9%, reflexo do Tarifaço dos Estados Unidos. Já o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias mostrou queda de 3,6%.

Para 2026, a federação projeta crescimento de 2,06% para a produção industrial, um avanço moderado da atividade, já que os efeitos de uma potencial queda na taxa de juros não serão imediatos e a expectativa é de que o recuo seja moderado. 

“No segundo semestre, a expectativa é de que o aumento da renda disponível das famílias e a redução da SELIC contribuam para o aumento do consumo no mercado interno, impactando inclusive setores mais dependentes de crédito, como o máquinas e equipamentos”, explica finaliza.

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