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PariPassu cresce 18% e quer avançar no uso de IA para cadeia de alimentos

Foto: divulgação

A PariPassu, empresa de tecnologia para gestão da qualidade, rastreabilidade e dados na cadeia de alimentos, encerrou o último ano com crescimento significativo de 18%.

O avanço reflete um ciclo iniciado no pós-pandemia, marcado por revisão de processos internos, capacitação de lideranças, evolução tecnológica das soluções e expansão para novos mercados na indústria de alimentos e bebidas, no Brasil e por toda América Latina.

O período também foi de consolidação da atuação junto ao segmento de produtos frescos, um dos mais pressionados da cadeia agroalimentar.

“Mesmo com o crescimento, nosso foco esteve no cuidado com os clientes de Frutas, Legumes e Verduras (FLV), da produção à comercialização, onde os desafios operacionais e de qualidade são maiores. Esse nível de atenção segue prioritário em 2026”, destaca Giampaolo Buso, sócio e diretor executivo da empresa.

Novo diretor fortalece estratégia de relacionamento

Dentro do movimento de estruturação do time e maturidade da operação, uma nova contratação chega na empresa e promete ser um reforço de peso.

Fernando Merlin, executivo que possui 18 anos de experiência em qualidade e segurança dos alimentos, com passagens por Carrefour Brasil, Grupo BIG, Walmart e GPA, integra o time como Diretor de Relacionamento e Sucesso do Cliente. 

A contratação atende à necessidade de uma liderança com vivência prática e estratégica nas operações de qualidade da indústria e do varejo alimentar.

“Estamos em uma fase que exige profissionais com conhecimento profundo do setor de alimentos frescos e da dinâmica do varejo. Essa posição é fundamental para crescermos com consistência e proximidade dos clientes”, explica.

Tecnologia, dados e escala operacional

No ano passado, a empresa ampliou significativamente a capacidade tecnológica de suas soluções. O Rastreador chegou à sua quinta versão, com operações mais ágeis e integração facilitada entre diferentes sistemas da cadeia de abastecimento. O CLICQ e o Panorama reduziram o tempo de implantação e geração de indicadores confiáveis com inteligência artificial. 

Os resultados mostram como as operações escalaram. Foram mais de 4 milhões de toneladas de alimentos rastreados, mais de 8 milhões de inspeções realizadas em indústrias e varejos e 284 mil indicadores ativos no panorama.

O movimento acompanha a demanda crescente do mercado por eficiência operacional, diante da limitação de mão de obra e da necessidade de decisões mais rápidas em um ambiente impactado por variáveis como clima, custos e disponibilidade de produtos.

“Com o Acordo Mercosul-União Europeia, o atendimento aos requisitos das boas práticas é premissa para a exportação. Nossas soluções não apenas organizam esses dados, mas antecipam riscos que poderiam bloquear cargas inteiras no comércio internacional”, complementa Giampaolo.

Entre os usuários dos sistemas estão grandes empresas como Zaffari (Rio Grande do Sul), Giassi (Santa Catarina), Swift (Brasil), Bunge (Brasil), Trebeschi (Minas Gerais), Citrícola Lucato, entre outros.

Foco 2026: eficiência, integração e novos setores

Três frentes prioritárias serão mantidas para o ano que acaba de iniciar: desenvolvimento contínuo das pessoas, processos internos voltados à simplificação da jornada do cliente e manutenção das soluções na vanguarda tecnológica.

A empresa também amplia sua atuação em segmentos como proteína animal e lácteos, onde enxerga grande potencial de ganho operacional por meio da digitalização de processos.

“O mercado de alimentos vive uma corrida por eficiência. Tecnologia e dados estruturados deixaram de ser diferenciais e se tornaram condição para manter competitividade, reduzir desperdícios e sustentar a qualidade”, reforça.

Outro marco importante no último ano foi a consolidação do programa de parceiros da companhia, que reúne mais de 80 profissionais em todo o país e ampliou a oferta de webinares, cursos e treinamentos para a indústria de alimentos e bebidas.

A frente de educação permanece estratégica em 2026, com foco e apoio total ao aculturamento digital e a adoção de boas práticas ao longo da cadeia.

A empresa também reforça a lógica de desenvolvimento baseada em indicadores e boas práticas, alinhada a exigências de rastreabilidade, segurança dos alimentos e conformidade regulatória, fatores que ganham ainda mais relevância com oportunidades internacionais, como o acordo Mercosul–União Europeia.

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