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Gestão de crise: o ativo invisível que protege empresas reais

Foto: divulgação

Às 9h12, um cliente grava um vídeo dentro da empresa. Às 9h55, ele já circula em grupos de WhatsApp e Instagram. Antes do almoço, já tem milhares de visualizações. À tarde, vira pauta jornalística, fragiliza a imagem da empresa, dos gestores e impacta as vendas.

Esse roteiro deixou de ser exceção. Ele revela o quanto a reputação se tornou um dos ativos mais valiosos e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis de um negócio.

O ambiente empresarial mudou. A velocidade da informação alterou a forma como marcas são percebidas e julgadas. Exposição é uma realidade para todos. A diferença entre um episódio pontual e um dano maior está na preparação.

Sim, porque confiança é um indicador econômico. Confiança influencia faturamento, crédito, atração de talentos e, principalmente, as relações comerciais.

A Aberje, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, aponta a reputação entre os ativos mais estratégicos das organizações. Prova disso é que as crises raramente começam com grandes escândalos. Elas nascem do cotidiano, de um atendimento mal interpretado, de uma fala infeliz, de um atraso operacional, de um colaborador que é associado à marca nas redes sociais.

A percepção pública é moldada por narrativas. O algoritmo privilegia a indignação, não o contexto. O público reage antes da apuração. E o silêncio institucional, antes visto como cautela, hoje costuma ser interpretado como culpa.

Nesse cenário, o planejamento da Gestão de Crise se fortalece como uma estratégia fundamental.

Pense comigo: toda crise se consolida quando se torna pública. Isso acontece simultaneamente na imprensa e nas redes sociais. Um ambiente produz notícia formal; o outro constrói percepção coletiva. Ambos se retroalimentam.

O jornalista especializado em Gestão de Crise atua para garantir informação clara, verificável e contextualizada. Não se trata de esconder problemas, mas de impedir que versões incompletas ocupem sozinhas o espaço da informação.

Nossa conversa aqui é sobre prevenção e proteção.

Ao organizar dados, preparar fontes, orientar porta-vozes e traduzir linguagem técnica, a empresa se antecipa, reduz ruído, preserva a credibilidade e protege sua imagem.

Como um seguro de carro, a gente não quer usar, mas sabe que é indispensável ter.

O planejamento da Gestão de Crise estrutura comitês, define fluxos de decisão e estabelece previamente quem fala e como fala. Tem que estar tudo pronto, pois tempo, em situações críticas, é reputação.

Crises, por vezes, são inevitáveis. O que diferencia empresas resilientes não é a ausência de problemas, mas a capacidade de resposta responsável, técnica e humana.

Em um mercado onde imagem impacta resultados, investir no planejamento da Gestão de Crise não é custo. É proteção. E, sobretudo, é visão estratégica de quem compreende que reputação não se reconstrói com improviso, mas com preparo.

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Jornalista com 25 anos de experiência em comunicação empresarial, relações públicas e assessoria de imprensa.

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