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Por que 2026 será o ano da maturidade operacional para a indústria

Foto: divulgação.

Por Rogério Wiethorn Jr., CEO da Joinin.

O mercado brasileiro projeta 2026 como um ano de complexidades acima da média. O cenário macroeconômico, o calendário de feriados e as flutuações de produtividade são apenas a superfície de um desafio maior: a sustentação do crescimento industrial em um ambiente de fragmentação tecnológica. 

Embora a indústria tenha acumulado um crescimento de 1,9% no último ano, a inovação e a gestão de pessoas agora são vistos como caminhos viáveis para elevar esses indicadores.

O estudo de 2025 da GPTW reforçou que as empresas líderes são aquelas que priorizam a inclusão, mas, no contexto industrial, isso significa, obrigatoriamente, a inclusão digital do chão de fábrica. 

Enquanto a inovação avança a passos largos nos escritórios, a maior força de trabalho muitas vezes permanece isolada em silos de informação, e é neste ponto que o RH assume o papel de protagonista, deixando de ser uma área de apoio para se tornar o arquiteto da infraestrutura de conexão com o colaborador.

Essa maturidade operacional que o mercado exige em 2026 demanda a capacidade de entregar ,com excelência, através de processos auditáveis, mantendo uma proximidade real com quem faz a engrenagem girar.

Para a indústria, esse conceito materializa-se na integração profunda da governança e segurança jurídica, onde a comunicação transcende o engajamento básico para se tornar conformidade, provendo a prova técnica necessária para blindar o CNPJ contra passivos ocultos. 

Esse ecossistema ganha tração através da autonomia e eficiência de operacional, permitindo que o colaborador gerencie a sua própria jornada, do ponto ao autoatendimento de serviços, eliminando a sobrecarga do administrativo e libertando o DHO para o pensamento estratégico.

Essa estrutura consolida-se com a educação em movimento, colocando a universidade corporativa na palma da mão de quem opera no chão de fábrica, garantindo que o aprendizado contínuo sustente a produtividade mesmo nos cenários mais desafiadores.

Nesse cenário, a adoção de tecnologia deixa de ser um acessório para se tornar a infraestrutura de apoio à decisão, uma vez que dados globais indicam que 79% das organizações já utilizam de forma direta ou indireta a inteligência artificial para impulsionar a eficiência processual. 

No entanto, o diferencial competitivo de 2026 não reside apenas na automação, mas na capacidade de transformar os processos repetitivos com automações customizadas.

O RH que se tornará protagonista é aquele que utiliza ferramentas avançadas para remover o ruído operacional, permitindo que a equipe e a liderança tenham tempo para o que realmente importa: A sensibilidade, a empatia e a proximidade real com as equipes. 

A tecnologia é o elo de uma operação complexa, pois não há sistema que substitua o direcionamento humano, e é através deste elo que se constitui o diálogo constante, acessível e, acima de tudo, facilitado para que todas consigam utilizar as soluções de forma inclusiva.

As organizações que entenderem que o RH é o motor dessa simbiose entre eficiência tecnológica e valor humano, serão as que liderarão o impacto positivo nos resultados de 2026 e estarão à frente nas próximas décadas.

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