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Por que a notoriedade feminina é um ativo subestimado?

Foto: divulgação

No próximo domingo, 8 de março, será comemorado mais um Dia da Mulher. A coluna de hoje é dedicada às mulheres.

No mundo dos negócios, existe um fenômeno silencioso que custa milhões em oportunidades perdidas: o déficit de notoriedade. É comum encontrarmos executivas e empreendedoras com currículos impecáveis, entregas acima da média e uma competência técnica inquestionável, mas que, fora de suas bolhas operacionais, são invisíveis.

Enquanto o mercado ignora essas vozes, ele sofre com a “Cadeira Vazia” — o vácuo de autoridade que ocorre quando uma liderança capaz não ocupa seu espaço de fala público.

A notoriedade como ativo financeiro

Precisamos parar de tratar a construção de marca pessoal feminina como “vaidade” ou “marketing leve”. Em um cenário de Economia da Atenção, a notoriedade é um ativo intangível que se traduz em números reais.

  1. Redução do Custo de Aquisição (CAC): Uma autoridade estabelecida atrai clientes e parceiros organicamente. Quando uma mulher se posiciona como referência em seu setor, ela não precisa “vender”; ela é consultada.
  2. Premium de Preço: O mercado paga mais por quem é reconhecido. A autoridade confere uma percepção de menor risco, permitindo que profissionais liberais e empresas lideradas por mulheres notórias pratiquem preços de elite.
  3. Atração de Talentos: Profissionais de alto nível querem trabalhar com líderes que são faróis no mercado. A notoriedade da líder é o melhor imã de retenção de talentos da atualidade.

O custo do silêncio estratégico

Muitas mulheres ainda operam sob a crença meritocrática de que “o trabalho fala por si”. No entanto, em um mercado saturado, o trabalho não fala — ele apenas existe. Se você é a melhor no que faz, mas ninguém sabe disso, o mercado assume que o lugar está vago.

Essa “Cadeira Vazia” nos palcos, nos conselhos e na mídia acaba sendo ocupada por profissionais que possuem 50% da sua competência, mas 200% da sua visibilidade (e da sua coragem em aparecer). O resultado? Uma distorção de mercado onde a percepção de valor não corresponde à entrega real.

O Dia das Mulheres sob a ótica da autoridade

Neste mês de março, o convite para o empresariado e para as profissionais liberais não deve ser apenas sobre inclusão, mas sobre maximização de potencial.

  • Para a profissional: Posicionar-se não é um ato de ego, é um dever estratégico. Sua autoridade é a ferramenta que abre portas para sua empresa e para outras mulheres.
  • Para o ecossistema: Negócios que não incentivam suas lideranças femininas a construírem notoriedade pública estão deixando dinheiro na mesa e perdendo relevância cultural.

Ocupar para liderar

A notoriedade feminina é o “oceano azul” da estratégia de marca moderna. Ocupar a cadeira da autoridade exige coragem para abandonar a modéstia protocolar e adotar um posicionamento de alto impacto.

O mercado não está esperando que você peça licença. Ele está esperando que você assuma o controle da narrativa que já deveria ser sua.

Te vejo na próxima coluna. Forte abraço!

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Especialista em notoriedade, empresária, palestrante, consultora, mentora e jornalista de formação com MBA em Marketing Digital pela FGV. Com mais de 20 anos de experiência. @giselecmachado é fundadora e CEO da @halonotoriedade e do @vocemaisnotavel.

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