No próximo domingo, 8 de março, será comemorado mais um Dia da Mulher. A coluna de hoje é dedicada às mulheres.
No mundo dos negócios, existe um fenômeno silencioso que custa milhões em oportunidades perdidas: o déficit de notoriedade. É comum encontrarmos executivas e empreendedoras com currículos impecáveis, entregas acima da média e uma competência técnica inquestionável, mas que, fora de suas bolhas operacionais, são invisíveis.
Enquanto o mercado ignora essas vozes, ele sofre com a “Cadeira Vazia” — o vácuo de autoridade que ocorre quando uma liderança capaz não ocupa seu espaço de fala público.
A notoriedade como ativo financeiro
Precisamos parar de tratar a construção de marca pessoal feminina como “vaidade” ou “marketing leve”. Em um cenário de Economia da Atenção, a notoriedade é um ativo intangível que se traduz em números reais.
- Redução do Custo de Aquisição (CAC): Uma autoridade estabelecida atrai clientes e parceiros organicamente. Quando uma mulher se posiciona como referência em seu setor, ela não precisa “vender”; ela é consultada.
- Premium de Preço: O mercado paga mais por quem é reconhecido. A autoridade confere uma percepção de menor risco, permitindo que profissionais liberais e empresas lideradas por mulheres notórias pratiquem preços de elite.
- Atração de Talentos: Profissionais de alto nível querem trabalhar com líderes que são faróis no mercado. A notoriedade da líder é o melhor imã de retenção de talentos da atualidade.
O custo do silêncio estratégico
Muitas mulheres ainda operam sob a crença meritocrática de que “o trabalho fala por si”. No entanto, em um mercado saturado, o trabalho não fala — ele apenas existe. Se você é a melhor no que faz, mas ninguém sabe disso, o mercado assume que o lugar está vago.
Essa “Cadeira Vazia” nos palcos, nos conselhos e na mídia acaba sendo ocupada por profissionais que possuem 50% da sua competência, mas 200% da sua visibilidade (e da sua coragem em aparecer). O resultado? Uma distorção de mercado onde a percepção de valor não corresponde à entrega real.
O Dia das Mulheres sob a ótica da autoridade
Neste mês de março, o convite para o empresariado e para as profissionais liberais não deve ser apenas sobre inclusão, mas sobre maximização de potencial.
- Para a profissional: Posicionar-se não é um ato de ego, é um dever estratégico. Sua autoridade é a ferramenta que abre portas para sua empresa e para outras mulheres.
- Para o ecossistema: Negócios que não incentivam suas lideranças femininas a construírem notoriedade pública estão deixando dinheiro na mesa e perdendo relevância cultural.
Ocupar para liderar
A notoriedade feminina é o “oceano azul” da estratégia de marca moderna. Ocupar a cadeira da autoridade exige coragem para abandonar a modéstia protocolar e adotar um posicionamento de alto impacto.
O mercado não está esperando que você peça licença. Ele está esperando que você assuma o controle da narrativa que já deveria ser sua.
Te vejo na próxima coluna. Forte abraço!