A Fritz Müller Hub de Conhecimento reuniu nesta quarta-feira (11) executivos, especialistas e lideranças empresariais para discutir como inteligência artificial, computação quântica e mudanças na ordem global estão redefinindo estratégias de negócios.
O evento Conexão Futuro, que marca o início das comemorações dos 30 anos da instituição, também trouxe um panorama sobre o papel da liderança neste contexto macroeconômico.
Um dos destaques da programação foi a participação do cientista político e professor Heni Ozi Cukier, o professor HOC, que falou sobre a relação entre geopolítica e inteligência artificial e como o avanço da tecnologia vem desenhando o futuro das organizações.
Segundo ele, compreender movimentos globais tornou-se uma competência essencial para organizações que desejam se manter competitivas.
“A lógica econômica não é suficiente para explicar para onde o mundo tá caminhando. E o único jeito de você se preparar para os problemas ou até mesmo encontrar as oportunidades é saber ler a geopolítica. E nesse contexto, a tecnologia não pode ser subestimada, porque ela ao mesmo tempo que é muito benéfica, ela também traz um risco, exige ética, estratégia e uma análise atenta sobre os rumos que está seguindo. O avanço da tecnologia será decisivo para o futuro próximo da economia mundial e por consequência, das cadeias produtivas globais”.
Outro tema que despertou grande interesse do público foi o avanço da computação quântica. O assunto foi apresentado por Alexandre Pfeifer, líder da área de computação quântica da IBM para a América Latina.
Em sua participação, ele explicou que essa nova geração de tecnologia tem potencial para resolver problemas extremamente complexos, ampliando as possibilidades de inovação em áreas como logística, finanças, energia e ciência de materiais.
“Hoje esse tipo de tecnologia ainda está num estágio de não ser utilizada em produção pelas empresas, mas muitas corporações já estão atentas porque esse impacto vai começar a chegar a partir desse ano. Existem vários casos em que a computação quântica começa a se mostrar útil e vantajosa e o boom disso será nos próximos 10 anos, com um grande impacto na economia”.
A discussão sobre o futuro das organizações também ganhou destaque na apresentação da executiva e futurista Grazi Mendes.
A especialista trouxe reflexões sobre como empresas podem desenvolver uma mentalidade orientada para o futuro, combinando humanização, tecnologia, diversidade e inovação para construir ambientes mais adaptáveis às transformações em curso.
“A gente vive um momento agora, uma encruzilhada histórica, com tantos desafios que tem sido cada vez mais desafiador a gente conseguir pensar em como construir esses futuros melhores e para mais pessoas. O futuro não é só tecnologia, certo? Temos que pensar e agir sobre como podemos aliar todo esse avanço tecnológico para ampliar as capacidades humanas e, assim, conseguir fazer o melhor”.
O Conexão Futuro foi a primeira agenda em Blumenau de uma série de atividades que devem marcar as três décadas de existência da Fritz Müller.