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A IA não vai substituir você, vai expor você

Foto: divulgação

Desde que a inteligência artificial passou a ocupar espaço no cotidiano das empresas, uma pergunta tem dominado reuniões, salas de aula, eventos de tecnologia e conversas de corredor: a inteligência artificial vai substituir os empregos?

A preocupação é legítima.

Afinal, estamos diante de uma das maiores transformações tecnológicas da história moderna. Sistemas capazes de escrever textos, gerar imagens, criar códigos, analisar dados, produzir apresentações e automatizar tarefas que antes exigiam horas de trabalho humano estão se tornando acessíveis a qualquer pessoa com um computador e conexão à internet.

Mas talvez estejamos fazendo a pergunta errada.

A questão não é se a inteligência artificial vai substituir as pessoas.

A questão é: quais pessoas serão substituídas por outras pessoas que sabem utilizar inteligência artificial?

A história da tecnologia mostra que raramente uma inovação elimina completamente o trabalho humano. O que ela faz é redefinir quais competências possuem valor no mercado.

O que está acontecendo neste momento não é uma substituição em massa de profissionais por máquinas. O que estamos observando é uma crescente diferenciação entre aqueles que aprendem continuamente e aqueles que permanecem presos a modelos de trabalho cada vez menos relevantes.

Durante muito tempo, o mercado valorizou a capacidade de armazenar informações e executar processos padronizados. Hoje, essas competências continuam importantes, mas deixaram de ser suficientes.

A inteligência artificial consegue responder perguntas. 

Mas ainda depende de pessoas para formular as perguntas certas.

Consegue gerar conteúdo.

Mas depende de pessoas para atribuir propósito ao conteúdo.

Por isso, talvez o maior risco não seja a inteligência artificial.

O maior risco é a estagnação.

É acreditar que aquilo que trouxe sucesso no passado continuará sendo suficiente no futuro.

A pergunta é: você está evoluindo mais rápido do que as mudanças ao seu redor?

Porque a inteligência artificial não está eliminando empregos, está eliminando desculpas para não evoluir.

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CEO da Sapienza.

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