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O que movimenta a economia de Balneário Camboriú além do turismo?

Leonardo Carminati/Pexels

Balneário Camboriú é um dos destinos turísticos mais conhecidos de Santa Catarina, mas sua economia vai muito além da movimentação de visitantes durante o verão.

Construção civil, mercado imobiliário, eventos, comércio, serviços e tecnologia ajudam a criar novas fontes de negócios e reduzir a dependência da alta temporada.

Construção movimenta uma extensa cadeia

O mercado imobiliário se tornou uma das marcas da economia de Balneário Camboriú. A construção de empreendimentos de alto padrão movimenta incorporadoras, construtoras, imobiliárias, escritórios de arquitetura, engenharia, fornecedores de materiais e empresas de tecnologia.

A dimensão dessa cadeia ficou evidente na Construsul BC 2026. O evento recebeu mais de 20 mil visitantes de 23 estados brasileiros e teve uma estimativa de mais de R$ 300 milhões em negócios gerados.

O Economia SC mostrou como a Construsul BC movimentou o setor ao reunir milhares de profissionais e empresas da cadeia da construção.

Mercado imobiliário atrai capital

Os grandes empreendimentos também ajudam Balneário Camboriú a ganhar visibilidade entre investidores brasileiros e estrangeiros.

Um dos maiores exemplos é o Senna Tower, projeto que prevê investimento de R$ 8,5 bilhões, mais de 550 metros de altura e 228 unidades residenciais.

Em 2026, o empreendimento passou a fazer parte de uma estratégia de apresentação do mercado imobiliário local a investidores internacionais, incluindo agendas em Nova York.

Além das vendas de imóveis, projetos desse porte movimentam construção, arquitetura, fornecedores, serviços financeiros e diferentes atividades profissionais.

Eventos movimentam a cidade durante o ano

Outro motor econômico está nos eventos. O Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco acumulou, em seus primeiros quatro anos, 287 eventos e 974 mil visitantes.

A movimentação econômica gerada pelos visitantes chegou a R$ 592 milhões, sem considerar passagens aéreas. O Economia SC mostrou que o Expocentro chegou aos quatro anos com impacto econômico de R$ 592 milhões.

Congressos, feiras e encontros empresariais ajudam a movimentar hotéis, restaurantes, transporte, comércio e prestadores de serviços fora dos períodos tradicionais de férias.

Tecnologia também ganha espaço

Balneário Camboriú começa a aparecer também no mapa de empresas e eventos ligados à tecnologia. Em 2026, startups de Balneário Camboriú e da região participaram de programas estaduais de desenvolvimento de empresas inovadoras.

A cidade também recebeu encontros relacionados a inteligência artificial, dados, automação e comércio eletrônico.

Uma empresa fundada em Balneário Camboriú, por exemplo, chegou a 2,5 mil clientes pagantes e mais de 7 mil usuários diários ao desenvolver tecnologia voltada a vendas, dados e automação.

Esse movimento adiciona uma nova camada à economia local, historicamente associada ao turismo, construção e mercado imobiliário.

Turismo continua importante, mas não atua sozinho

O turismo permanece fundamental para Balneário Camboriú. A diferença é que hoje ele se conecta a outras atividades.

Um visitante que chega para uma feira pode utilizar hotel, restaurante, transporte e comércio. Um novo empreendimento imobiliário movimenta fornecedores e serviços. Uma empresa de tecnologia pode atender clientes de qualquer parte do Brasil a partir da cidade.

Essa combinação ajuda a explicar por que Balneário Camboriú vem desenvolvendo uma economia que conecta turismo, construção, mercado imobiliário, eventos, serviços e tecnologia, criando novas fontes de atividade ao longo de todo o ano.

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