Santa Catarina chegou a 227,8 mil novos pequenos negócios abertos entre janeiro e agosto de 2026, segundo levantamento do Sebrae. O estado teve o quinto maior número de aberturas do Brasil no período.
Os dados ajudam a dimensionar o papel dos microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte na economia catarinense.
Além de representar milhares de novos CNPJs, os pequenos negócios também possuem participação relevante na geração de empregos e na movimentação das economias locais.
SC abriu quase 80 mil pequenos negócios em apenas três meses
Somente no segundo trimestre de 2026, Santa Catarina registrou 79.442 novos pequenos negócios, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os MEIs representaram a maior parcela: foram 60.880 novos registros, equivalentes a 76,6% das empresas abertas no período.
No primeiro trimestre, o movimento já havia sido forte, com 94.332 pequenos negócios abertos, alta de 14,8%.
Os números mostram que abrir um pequeno negócio continua sendo uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo no estado.
Serviços lideram a abertura de empresas
O setor de serviços concentrou a maior parte dos novos negócios. No segundo trimestre de 2026, foram 50.705 empresas abertas no segmento, representando 63,8% do total.
Na sequência apareceram:
- comércio: 16,4%
- indústria: 10,3%
- construção: 8,7%
- agropecuária: 0,6%
Entre as atividades que mais cresceram estiveram serviços de malote, entregas rápidas e transporte rodoviário intermunicipal.
Os dados mostram como as mudanças no consumo, na logística e na economia de serviços também criam espaço para novos modelos de negócios.
Pequenos negócios também geram empregos
O impacto das pequenas empresas vai além da abertura de CNPJs. No primeiro semestre de 2026, os pequenos negócios responderam por metade dos empregos gerados em Santa Catarina, segundo levantamento do Observatório de Negócios do Sebrae/SC.
Serviços, construção, indústria e agronegócio contribuíram para esse desempenho. Em seis das dez regiões analisadas pelo levantamento, os pequenos negócios foram responsáveis pela maior parte do saldo de empregos.
Grande Florianópolis, Foz do Itajaí e Norte lideram
A abertura de pequenos negócios também acompanha os principais polos econômicos catarinenses. No segundo trimestre de 2026, 61% das novas empresas estavam concentradas em três regiões:
- Grande Florianópolis: 23%
- Foz do Itajaí: 19%
- Norte: 18,9%
A concentração reflete a força econômica, populacional e logística dessas regiões, mas os pequenos negócios estão presentes em todas as partes do estado.
Abrir empresas não significa ausência de desafios
Os números de abertura mostram um ambiente empreendedor bastante ativo, mas 2026 também trouxe desafios.
No segundo trimestre, 45,9% dos pequenos negócios catarinenses relataram redução nas receitas, enquanto a variação média do faturamento caiu 10,3%.
Juros elevados, custos, crédito e mudanças no comportamento do consumidor continuam pressionando parte das empresas.
Por isso, os dados mostram duas faces do mesmo cenário: Santa Catarina continua criando milhares de pequenos negócios, mas transformar essas empresas em negócios sustentáveis permanece um desafio.
Ainda assim, com mais de 227 mil pequenos negócios abertos somente nos primeiros oito meses de 2026 e participação relevante na geração de empregos, as pequenas empresas ajudam a explicar uma parte importante da dinâmica econômica de Santa Catarina.