Indústria, serviços, agronegócio, tecnologia, comércio exterior e uma forte atividade empresarial ajudam a explicar a diversidade da economia de Santa Catarina.
Em 2025, a economia catarinense cresceu de forma estimada em 3,9%, acima dos 2,3% registrados pelo Brasil. Segundo a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), o PIB estadual foi estimado em aproximadamente R$ 604,1 bilhões.
O desempenho não veio de apenas uma atividade. Indústria, serviços e agropecuária apresentaram crescimento ao longo do ano, reforçando uma das características da economia catarinense: a existência de diferentes motores de desenvolvimento.
Indústria, serviços e agropecuária avançaram em 2025
A indústria de transformação catarinense cresceu 3,2% em 2025, enquanto a média brasileira registrou retração de 0,2%.
Entre os destaques da indústria estiveram:
- produtos de metal, com crescimento de 10,8%
- máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 7,2%
- máquinas e equipamentos, com 6,3%
- produtos alimentícios, com 5,9%
- produtos de minerais não metálicos, com 5,1%
Os serviços também cresceram 3,2% no estado, acima dos 2,8% registrados no país.
Já a agropecuária apresentou expansão estimada de 12,9% em 2025, impulsionada principalmente pelo desempenho agrícola.
Os números ajudam a mostrar como diferentes atividades contribuíram simultaneamente para a economia catarinense.
Comércio exterior também ajuda a movimentar SC
A diversificação aparece ainda na presença catarinense no mercado internacional.
Santa Catarina encerrou 2025 com recorde de US$ 12,2 bilhões em exportações, crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior.
O agronegócio teve papel importante nesse resultado. As exportações de carnes movimentaram US$ 4,5 bilhões, com destaque para carne de frango e carne suína.
Essa presença internacional conecta diferentes cadeias da economia catarinense, envolvendo produção, indústria, logística, portos e serviços.
Tecnologia ganha cada vez mais espaço
Ao lado dos setores tradicionais, a tecnologia vem ampliando sua participação na economia estadual.
Dados do Observatório ACATE 2026 mostram que o setor catarinense de tecnologia faturou R$ 47,9 bilhões em 2025, crescimento de 12,7%.
O estado também encerrou o ano com:
- 34,2 mil empresas de tecnologia
- 102,2 mil empregos formais no setor
- crescimento de 16,4% no número de empresas
- 8% do PIB estadual relacionado ao setor de tecnologia
Com esses resultados, Santa Catarina passou a ocupar a posição de segundo maior polo de empregos em tecnologia do Brasil.
Mercado de trabalho reforça o dinamismo econômico
Os dados de 2026 também mostram atividade distribuída entre diferentes setores.
De janeiro a maio, Santa Catarina acumulou saldo de 61.658 novos empregos formais, terceiro maior resultado entre os estados brasileiros.
Somente a indústria respondeu por 24.527 novas vagas no período. Construção e serviços também apresentaram crescimento do emprego formal acima da média nacional.
Joinville, Itajaí, Blumenau e Chapecó estiveram entre os municípios com maiores saldos de geração de vagas no período, mostrando que a atividade econômica também está distribuída entre diferentes regiões catarinenses.
Por que a diversificação é importante para Santa Catarina?
Uma economia que possui diferentes setores relevantes tende a depender menos do desempenho de uma única atividade.
No caso catarinense, indústria, tecnologia, agronegócio, serviços e comércio exterior formam cadeias que também se conectam.
A tecnologia atende empresas industriais. A agropecuária abastece a agroindústria. Os portos sustentam parte importante do comércio exterior. Serviços atendem empresas e consumidores em praticamente todas essas atividades.
Os indicadores de 2025 e 2026 mostram, portanto, que a força da economia de Santa Catarina não está apenas no crescimento, mas também na presença de diferentes setores, regiões e vocações econômicas funcionando simultaneamente.