Depois de criar uma marca de brinquedos de madeira e uma editora, Denise Becker agora se dedica à Cotuê, marca catarinense de bolsas produzidas artesanalmente em algodão puro.
A coleção reúne diferentes formatos e propostas de uso. O objetivo é combinar estética e funcionalidade sem abrir mão da identidade de um produto feito em pequena escala.
A origem da marca não veio de pesquisa de tendências nem da busca por espaço no mercado de acessórios, mas de uma trajetória ligada à arte, à fotografia e ao trabalho manual.
Da madeira e do papel ao tecido
A marca de brinquedos foi lançada em plena expansão dos videogames. A fundadora relaciona as três experiências:
“Eu sempre tive uma relação muito forte com o fazer, com o processo e com a possibilidade de transformar uma ideia em algo concreto. Desde o fazer com madeira, o fazer com papel através da minha editora, e agora, o fazer com tecidos com as bolsas Cotuê, que partiu desse desejo de criar um produto que tivesse beleza, mas que também tivesse história, utilidade e significado.”
Em um mercado dominado por grandes volumes de produção e pela velocidade das tendências, a marca aposta na proximidade com o produto e na valorização de cada etapa de fabricação.
Algodão como parte do conceito
A escolha da matéria-prima segue a mesma lógica. Para a empreendedora, o material não pode ser separado do conceito da marca.
“Quando escolhemos um material, estamos fazendo uma escolha que vai muito além da aparência. Existe uma cadeia por trás dele. Existe trabalho, existe impacto e existe uma história. Queríamos que isso estivesse presente também na bolsa que chega às mãos do consumidor”, afirma.
Modelos para trabalho, cidade e viagem
A funcionalidade é outro eixo da coleção. Os modelos foram desenvolvidos para o trabalho, os deslocamentos pela cidade, as viagens, os momentos de lazer e as ocasiões em que a praticidade é prioridade.
A proposta responde a uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a buscar peças versáteis, capazes de transitar entre ambientes e momentos do dia.
Com isso, a Cotuê procura ocupar um espaço entre moda, design e funcionalidade, sem depender exclusivamente do calendário das tendências. Denise resume a intenção:
“Não queríamos criar simplesmente mais uma marca de bolsas. Queríamos construir uma marca que tivesse coerência entre aquilo que produz, a maneira como produz, a experiência de quem usa e o impacto que pode gerar.”