Arquivos, sistemas de gestão, bancos de dados, ferramentas de inteligência artificial e até partes inteiras da infraestrutura tecnológica das empresas estão deixando servidores locais e migrando para a nuvem.
A computação em nuvem, ou cloud computing, permite acessar armazenamento, softwares e capacidade de processamento pela internet, sem que toda a infraestrutura precise estar fisicamente dentro da empresa.
O modelo ganhou espaço porque permite aumentar ou reduzir recursos conforme a necessidade do negócio e se tornou uma das bases da transformação digital.
Como funciona a computação em nuvem?
Imagine uma empresa que precisa armazenar milhares de documentos, executar um sistema de gestão e manter um banco de dados.
No modelo tradicional, ela poderia comprar servidores, instalar equipamentos, manter uma estrutura física e cuidar diretamente de atualizações e manutenção.
Com a computação em nuvem, parte dessa infraestrutura pode ser contratada como serviço.
A empresa passa a utilizar recursos computacionais disponibilizados remotamente e pode aumentar sua capacidade conforme cresce.
O Economia SC já mostrou como a computação em nuvem se tornou fundamental para empresas digitais que precisam ganhar escala.
Uso da nuvem cresce nas empresas brasileiras
Os números mostram como a tecnologia já está presente no ambiente empresarial. Dados da TIC Empresas 2025 apontam que 54% das empresas brasileiras com acesso à internet pagavam por armazenamento de arquivos ou bancos de dados em nuvem.
Além disso:
- 45% contratavam softwares de segurança em nuvem
- 36% utilizavam capacidade de processamento em nuvem
Entre as médias empresas, outro levantamento aponta que a contratação de processamento em nuvem passou de 29% em 2019 para 49% em 2025.
A tendência acompanha a digitalização das operações e o crescimento da quantidade de dados processados pelas organizações.
Por que empresas migram para a nuvem?
Um dos principais motivos é a escalabilidade. Uma empresa que cresce rapidamente pode precisar aumentar sua capacidade tecnológica em pouco tempo.
Em vez de comprar novos servidores sempre que a demanda aumenta, ambientes em nuvem permitem contratar recursos adicionais conforme a necessidade.
Outros benefícios podem incluir:
- acesso remoto
- flexibilidade
- integração entre sistemas
- velocidade para implementar novas soluções
- atualização de infraestrutura
- possibilidade de contratar recursos conforme a demanda
Isso não significa necessariamente que a nuvem será mais barata em qualquer cenário. Custos dependem da arquitetura, do volume utilizado e da maneira como os recursos são administrados.
Nuvem também está por trás da inteligência artificial
A expansão da inteligência artificial tornou a infraestrutura computacional ainda mais estratégica. Modelos de IA precisam armazenar grandes volumes de dados e realizar operações que exigem elevada capacidade de processamento.
Por isso, cloud computing, data centers e inteligência artificial estão cada vez mais conectados. O Economia PR explicou essa relação ao mostrar como os dados utilizados por sistemas de inteligência artificial são armazenados em data centers e ambientes de computação em nuvem.
No Brasil, esse mercado também está atraindo investimentos. Em 2026, o BNDES aprovou R$ 300 milhões em financiamento para expansão da Magalu Cloud, incluindo pesquisa, desenvolvimento e ampliação da infraestrutura de armazenamento em nuvem.
Nuvem pública, privada ou híbrida?
Nem todas as empresas utilizam cloud computing da mesma maneira. Na nuvem pública, a infraestrutura pertence a um provedor e é compartilhada de forma lógica entre diferentes clientes.
Na nuvem privada, a estrutura é dedicada a uma única organização, oferecendo maior controle sobre determinados ambientes. Já a nuvem híbrida combina estruturas públicas e privadas.
A escolha depende de fatores como custos, segurança, regulamentação, tipo de informação armazenada e criticidade dos sistemas.
O Economia PR mostrou como empresas com dados sensíveis e sistemas críticos estão avaliando ambientes de nuvem privada.
Segurança precisa fazer parte da estratégia
Migrar para a nuvem não elimina os riscos de segurança. Controle de acessos, autenticação, backups, configuração dos ambientes, proteção dos dados e gestão dos fornecedores continuam sendo fundamentais.
O crescimento da nuvem, inclusive, aumenta a necessidade de profissionais especializados em infraestrutura e cibersegurança.
Por isso, a decisão não deve ser simplesmente “colocar tudo na nuvem”, mas identificar quais sistemas devem migrar, qual arquitetura faz sentido e quais controles serão necessários.
Cloud se tornou infraestrutura para a economia digital
A computação em nuvem deixou de ser apenas uma solução para armazenar arquivos. Hoje, ela sustenta softwares empresariais, plataformas digitais, análise de dados, inteligência artificial, comércio eletrônico e diferentes modelos de negócio.
À medida que empresas processam mais informações e digitalizam suas operações, a capacidade de acessar infraestrutura tecnológica de forma flexível ganha importância.
Por isso, entender cloud computing está deixando de ser uma discussão exclusiva dos departamentos de TI e se tornando também uma questão estratégica para empresas que querem crescer em uma economia cada vez mais digital.