A Softplan, a GZero e a Just lançaram no ExpoJud 2026, em Brasília, o SAJ LegalStudio, interface que usa inteligência artificial para apoiar toda a jornada do gabinete, com foco em agilidade e segurança.
A solução foi apresentada em um talk show com o CEO da Softplan, Márcio Santana, e o cofundador da GZero, Dante Freitas, mediado por Ademir Piccoli, CEO da J.Ex.
Em sua 10ª edição, o ExpoJud reuniu cerca de 3 mil pessoas no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), entre juristas, integrantes de tribunais e órgãos de controle e representantes de empresas privadas. O congresso foi de 6 a 8 de outubro.
Integração com ferramentas que os tribunais já usam
Segundo os desenvolvedores, a interface foi pensada para reduzir o custo cognitivo e as tarefas repetitivas do trabalho nos gabinetes. Márcio detalha as premissas do produto:
“A interface parte de três premissas: conectar-se às ferramentas que os tribunais já utilizam, incorporar as melhores iniciativas de IA desenvolvidas pelos próprios tribunais e cobrir toda a jornada do gabinete para reduzir o custo cognitivo e as tarefas repetitivas. A ideia é facilitar o trabalho do magistrado e deixar o capital humano para o que realmente for complexo.”
Homenagem pelos 20 anos do processo eletrônico
No primeiro dia do evento, a empresa foi uma das homenageadas pela participação na digitalização do Judiciário. A cerimônia marcou os 20 anos da Lei 11.419, que criou o marco legal do processo eletrônico no país.
A companhia foi representada pelo cofundador e conselheiro Ilson Stabile. Com sede em Florianópolis e mais de 35 anos de atuação, a govtech presta serviços para um terço dos Ministérios Públicos do país.
A empresa atua em três frentes, justiça, infraestrutura e processos digitais, e reúne mais de 1.500 profissionais e mais de mil clientes no Brasil e no exterior.
Procuradores de João Pessoa relatam primeiras impressões
Procuradores do município de João Pessoa, na Paraíba, também participaram do talk show e compartilharam as primeiras impressões sobre o uso da ferramenta.
Para Thaís Boueres, procuradora-chefe da Diretoria de Tecnologia e diretora de Gestão Processual do município, o sistema responde às duas principais demandas do setor. “É um sistema que usa IA de ponta a ponta e que foi muito bem pensado para trazer segurança e eficiência, que atualmente são os maiores anseios de um sistema judiciário”, afirma.
O procurador do município Bruno Carneiro da Cunha Almeida destaca que a proposta vai além da produção de textos:
“Muito mais que uma geração de minutas, o sistema se propõe a otimizar todo o fluxo de trabalho de um gabinete, incluindo a triagem de processos, prioridades legais e distribuição de carga de trabalho, o que tem tornado a experiência interessante.”