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Como fazer um jogo corporativo não ser chato

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Foto: @heaven.art.br

Falta de engajamento, propósito e personalização estão entre os principais motivos de um jogo corporativo ser chato.

No mercado, muitas empresas apostam na estratégia como forma de atrair mais clientes e até mesmo engajar colaboradores, mas vejo que muitas vezes o jogo em si não tem relação com nenhum objetivo real da empresa. 

Fazer por fazer é realmente chato. Como desenvolvedor de jogos, principalmente corporativos, minha preocupação tem sido discutir pontos para que a empresa possa ter uma interação, de fato, interessante. 

E aqui vão alguns pontos:

  • Projetar jogos de maneira superficial ou não oferecer desafios pertinentes, tanto para clientes quanto para colaboradores, resulta em falta de engajamento.
  • Desenvolver jogos corporativos sem vincular as atividades e metas da empresa faz com que os jogadores considerem a iniciativa desnecessária, tornando-a monótona.
  • Pessoas têm diferentes estilos de aprendizagem e, nesse caso, se o jogo não atender a essas necessidades personalizadas, pode se tornar pouco envolvente.
  • Se não for relevante, os participantes não vão sentir que estão sendo desafiados e que seu esforço está sendo em vão.

Além da resolução de problemas ou criação de novas ideias, jogos corporativos podem ser usados para reforçar a cultura e os valores de uma empresa. 

Um exemplo é a simulação, no qual os jogadores podem ser colocados em um cenário que condiz com a operação.

Nele, assumem papéis de gestores e tomam decisões, lidando com questões de diversas áreas. A partir disso, os jogadores têm consequências e podem aprender como funciona a dinâmica do negócio.

Nesse contexto, também podem surgir diversas soluções, uma vez que a visão do gestor pode estar limitada e a simulação traz uma nova perspectiva que pode ser replicada no mundo real. 

A resolução de problemas pode ser um bom momento de aliar a tecnologia a favor do seu negócio. A dinâmica, nesse caso, pode ser ainda mais colaborativa e, além de gerar novas ideias e a própria resolução do problema, pode ser um exercício de integração muito divertido. Aqui, inclusive, entra o fator cultura. 

Um último exemplo de como jogos corporativos podem ser usados é o próprio treinamento. Através de realidade virtual, o participante pode aprender e aprimorar sua função através da tecnologia.

Duas vantagens, nesse caso, é a economia de tempo e de pessoas, pois o funcionário poderá ter uma jornada completa em pouco tempo e ninguém precisará parar seu trabalho para ensiná-lo.

Outro ponto de treinamento pode ser para áreas complementares da empresa, como o aprimoramento de habilidades que um funcionário precisa: comunicação, marketing, vendas, liderança etc.

Fato é que um jogo corporativo precisa de um propósito bem definido. Como eu disse, fazer por fazer é algo que não vai gerar valor para a empresa.

É preciso ir além e pensar em tecnologia como estratégia de um objetivo. Isso vai fazer com que funcionários e clientes reconheçam os esforços de uma empresa em ser cada vez mais humana e proporcionar experiências além da expectativa. 

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CEO do Estúdio Lune, sócio fundador do Blumenpass, possui mais de 25 anos de experiência no mercado de TI, liderando projetos para grandes empresas.

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