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A nova liderança na era da IA: por que o fator humano nunca foi tão decisivo para a economia e para os negócios?

Foto: divulgação

A Inteligência Artificial deixou de ser tendência e se tornou pauta central nas decisões estratégicas de empresas em todo o mundo. Basta observar as buscas no Google, os investimentos globais e as agendas dos conselhos administrativos: automação, análise de dados, produtividade e IA aplicada aos negócios dominam o debate econômico atual.

Santa Catarina, reconhecida nacionalmente por seu ecossistema empreendedor, inovador e industrialmente diversificado, não está fora desse movimento, pelo contrário, o Estado vive um momento decisivo: como incorporar tecnologia de ponta sem perder o que sempre foi seu maior diferencial, as pessoas e a sua capacidade de liderança?

Essa pergunta definirá o futuro das empresas catarinenses.

Inteligência Artificial já não é vantagem competitiva, é condição de permanência

Empresas de todos os portes estão adotando Inteligência Artificial para otimizar processos, reduzir custos, prever demandas e personalizar ofertas. No setor industrial, no varejo, nos serviços e nas startups, a tecnologia passou a ser parte da engrenagem básica do negócio.

Mas a experiência prática mostra algo importante: tecnologia, sozinha, não gera crescimento sustentável.

Ferramentas inteligentes ampliam eficiência, mas também ampliam erros quando utilizadas sem direção estratégica, liderança preparada e cultura organizacional sólida.

É por isso que, paralelamente ao crescimento das buscas por IA, também aumentam significativamente as pesquisas por temas como:

  • liderança estratégica;
  • desenvolvimento de gestores;
  • cultura organizacional;
  • engajamento de equipes;
  • tomada de decisão em ambientes complexos.

O mercado começa a entender que o desafio não é apenas tecnológico, é, acima de tudo, humano e estratégico.

Mas qual é o maior risco da era digital? líderes despreparados com acesso a ferramentas poderosas

A Inteligência Artificial executa com velocidade impressionante, analisa dados, identifica padrões e sugere caminhos. Mas ela não compreende contexto social, impacto humano, ética, propósito ou consequências de longo prazo. Essas decisões continuam sendo responsabilidade das lideranças.

Quando líderes não estão preparados, o resultado é um paradoxo perigoso: empresas mais rápidas, porém mais confusas; mais tecnológicas, porém menos humanas; mais automatizadas, porém com equipes desengajadas. Esse cenário já começa a ser percebido em organizações que cresceram rápido demais sem fortalecer sua base de liderança.

E qual é a liderança que o novo ciclo econômico exige?

O momento atual exige um novo perfil de liderança, mais estratégico, mais consciente e mais conectado. O líder que prospera hoje precisa:

  • interpretar dados sem perder sensibilidade humana;
  • tomar decisões em cenários incertos e voláteis;
  • liderar equipes diversas, híbridas e multigeracionais;
  • aprender continuamente e adaptar-se com rapidez;
  • construir relações de confiança dentro e fora da empresa.

Esse tipo de liderança não se desenvolve de forma isolada. Ela nasce da troca de experiências, do confronto saudável de ideias e da convivência em ambientes que estimulam visão de longo prazo.

Conexões humanas qualificadas viraram ativo econômico

Não é coincidência que temas como networking estratégicocomunidades empresariais e ambientes de troca entre líderes estejam entre os mais buscados atualmente.

Em economias regionais fortes, como a de Santa Catarina, grande parte do crescimento acontece a partir de relações de confiança, parcerias locais e inteligência compartilhada. Empresas que se conectam com outros empresários, executivos e lideranças ampliam repertório, reduzem riscos e aceleram decisões. Isso gera impacto direto na competitividade das organizações e, consequentemente, na economia como um todo.

A Tecnologia acelera, mas são as Pessoas que dão direção

O futuro dos negócios não será definido pela escolha entre tecnologia ou pessoas. As empresas mais bem-sucedidas estão integrando os dois fatores, e elas utilizam Inteligência Artificial principalmente para:

  • ganhar escala
  • aumentar produtividade
  • melhorar eficiência operacional

E utilizam inteligência humana para:

  • definir estratégias
  • fortalecer cultura
  • criar inovação real
  • construir parcerias duradouras

Essa integração é o que diferencia empresas resilientes de empresas vulneráveis.

Um novo modelo de crescimento está em construção neste exato momento

Santa Catarina tem todas as condições para continuar sendo referência nacional em empreendedorismo e inovação. Mas isso dependerá cada vez mais da capacidade de suas lideranças de pensar de forma sistêmica, conectada e colaborativa.

Ambientes que estimulam troca de experiências reais, visão estratégica e relacionamento de alto nível tendem a ganhar ainda mais relevância nesse cenário. Eles ajudam líderes a navegar pela complexidade, tomar decisões mais conscientes e construir negócios preparados para o futuro.

Conclusão: o futuro será tecnológico, mas continuará sendo humano

A Inteligência Artificial está transformando a economia, os negócios e a forma de trabalhar. Mas o que sustenta empresas fortes permanece o mesmo:

  • liderança preparada
  • relações de confiança
  • visão de longo prazo
  • capacidade de adaptação

No centro de toda grande decisão ainda existe uma pessoa, no centro de toda empresa sólida ainda existe uma liderança consciente, e no centro de toda economia forte existe um ecossistema que valoriza pessoas, conhecimento e cooperação. A tecnologia muda rápido, mas o fator humano continua sendo o verdadeiro diferencial competitivo.

Qualquer dúvida é só chamar, conte comigo e um excelente 2026.

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Presidente da Oliscorp.

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