Incubada no MIDITEC, integrante da Rede MIDIHUB, a Cria.AI desenvolve soluções de inteligência artificial voltadas à automação e padronização de documentos jurídicos e à organização de grandes volumes de processos.
Fundada em 2023, em Florianópolis, a startup atua para aumentar a produtividade no setor jurídico, reduzindo tempo, custo operacional e risco em atividades repetitivas.
Conversamos com Caio Henrique Rossetto Coelho, CEO da Cria.AI, sobre a origem da empresa, o papel da incubação no amadurecimento do negócio e os próximos passos em um momento de escala e consolidação da IA aplicada ao direito.
Como surgiu a startup e qual problema ela resolve?
A Cria.AI surgiu da dor prática de advogados e escritórios com a produção manual e repetitiva de peças e documentos, além da dificuldade de organizar e extrair informação útil de grandes volumes de processos. A startup resolve isso automatizando a redação e padronização de documentos jurídicos com IA e, em frentes mais avançadas, apoiando a leitura/estruturação de autos para acelerar decisões operacionais e reduzir risco e tempo gasto em tarefas repetitivas.
Qual foi o impacto da incubação na evolução do negócio?
A incubação ajudou a transformar a ideia em empresa: deu método (rotina de validação, metas, métricas e governança), conexões (mentores, parceiros e primeiros clientes) e aceleração de execução (clareza de proposta de valor, posicionamento e modelo comercial). Na prática, encurtou o caminho entre protótipo e produto vendável, aumentando maturidade e previsibilidade de crescimento.
Em que momento a empresa está hoje e quais são os próximos passos?
Hoje a Cria.AI está em fase de escala, com produto validado e tração comercial, atendendo uma base relevante de clientes pagantes e ampliando atuação. Os próximos passos são: fortalecer crescimento com redução de churn e melhoria de aquisição, evoluir a plataforma com mais automações e inteligência (especialmente para contencioso e volume), expandir o B2B com integrações e pilotos em operações maiores, e consolidar processos internos para sustentar escala (suporte, sucesso do cliente, operações e qualidade).
Como você enxerga o futuro da tecnologia e da inovação em Santa Catarina?
Vejo Santa Catarina como um dos polos mais promissores do Brasil para tecnologia aplicada: combinação rara de cultura empreendedora, proximidade entre universidades e mercado, ecossistema forte (comunidades, hubs e investimento) e vocação para software. O futuro deve acelerar em áreas como IA aplicada, automação de serviços, indústria/energia e govtech, com vantagem competitiva para quem conseguir transformar pesquisa e engenharia em produto — e para quem criar soluções que aumentem produtividade real (não só “inovação de vitrine”).
Rede MIDIHUB abre inscrições para startups de base tecnológica em SC
A Rede MIDIHUB, maior rede de incubadoras do Brasil, está com inscrições abertas para startups de base tecnológica interessadas em ingressar em seu programa de incubação. Inscrições clicando aqui.