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STUN Game Festival: quando comunidade vira indústria e legado

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Foto: divulgação

Existe um momento em que o reconhecimento externo apenas confirma aquilo que a comunidade já sabe há algum tempo. O STUN Game Festival vive exatamente esse momento.

Pelo segundo ano consecutivo, o festival foi reconhecido pelo Floripa Airport como destaque na categoria Feira e Exposição dentro do Boulevard 14/32. E não estamos falando de um calendário simples. O espaço recebe grandes ativações, shows, eventos de múltiplos formatos ao longo do ano. Repetir a conquista não é detalhe. É consolidação.

Ganhar uma vez pode ser entusiasmo. Ganhar duas é posicionamento. O prêmio não é apenas um troféu. Ele é um indicador claro de maturidade. Sinaliza que o STUN deixou de ser uma aposta para se tornar um ativo relevante dentro da agenda cultural e econômica de Santa Catarina.

Arthur Nunes, um dos criadores do STUN ao lado de Thaynan Mariano, foi preciso ao comentar o momento:

“Quando o prêmio acontece novamente, ele reforça que o STUN já é um evento consolidado. Mostra o potencial do que esse conjunto de pessoas é capaz de fazer.”

E essa talvez seja a palavra mais importante dessa história: conjunto.

E conjunto é comunidade, ecossistema e gente que constrói algo que sozinho não existiria.

O STUN não é obra isolada. É construção coletiva. É uma comunidade que ocupa espaço, entrega experiência e gera impacto real. A parceria com o aeroporto trouxe uma mudança estratégica decisiva: o evento passou a ser gratuito. E isso mudou tudo.

“O fato de ser gratuito foi incrível. Deixar o espaço aberto para que as pessoas se apropriem do evento mudou tudo”, destacou Arthur.

Quando você remove a barreira do ingresso, você amplia pertencimento. Hoje, o público circula dos 5 aos 90 anos. Pais, filhos, empreendedores, curiosos, desenvolvedores, fãs de cultura pop. Tribos diferentes conectadas por uma mesma linguagem: games.

Mas aqui está o ponto central que muita gente ainda subestima: games não são nicho. São indústria.

O STUN nasceu com o propósito de fortalecer a indústria de games em Santa Catarina. Ao longo dos anos, essa visão foi ganhando musculatura com aproximação de instituições como o SEBRAE e o Governo do Estado de Santa Catarina, além da mobilização de universidades e empreendedores do setor.

Não é apenas entretenimento. É cadeia produtiva. É formação de talentos. É economia criativa. É desenvolvimento regional acontecendo diante dos nossos olhos.

E quando um ecossistema atinge esse nível de maturidade, ele precisa registrar sua própria história.

É nesse contexto que nasce o documentário sobre o STUN Game Festival. Um projeto que tem como missão contar essa trajetória, revelar bastidores e dar nome às pessoas que ajudaram a transformar uma ideia em movimento.

“A gente quer contar essa trajetória e valorizar quem construiu junto. Muita gente fez acontecer. Nada mais justo que essa história tenha seus autores revelados”, afirmou Arthur.

O documentário é dirigido por mim, Felipe Melo, e é uma produção original da POPS. E digo isso não como informação protocolar, mas como posicionamento. Existem projetos que são pauta. Outros são responsabilidade.

Esse é um daqueles projetos maiores do que os demais que abraço no dia a dia, de vez em quando. Assim como foi com “O Sol se foi, se apagou, mas vai voltar” (2022), um mergulho musical e isolado dentro da pandemia. Assim como foi com “Diário de Estrada: Rodolfo Abrantes e Orquestra Sinfônica de Santa Catarina” (2024), quando acompanhei cenas de um backstage inusitado.

O documentário do STUN entra nessa mesma prateleira pela relevância do que representa. Não é sobre estética. É sobre memória. É sobre registrar o momento em que uma comunidade deixa de ser promessa e assume seu papel como indústria estruturada.

Movimentos que entendem sua própria relevância documentam sua história. Quem pensa pequeno faz evento.
Quem pensa grande constrói legado.

O prêmio recebido no Boulevard 14/32 não encerra um ciclo. Ele inaugura outro. Um ciclo de maior responsabilidade, maior expectativa e maior impacto.

Porque no fim das contas, o troféu é símbolo. O que realmente importa é o que ele representa.

E o que ele representa é simples: O STUN não é mais uma promessa de entretenimento. É uma indústria, fruto de uma comunidade organizada e um legado em construção.

E 2026 está apenas começando.

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publicitário, documentarista e fundador da POPS, agência que desenvolve conteúdos de identidade marcante para o ecossistema de inovação de Santa Catarina.

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