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Um ano promissor para eventos

Foto: divulgação

O setor de eventos vive, em 2026, um dos momentos mais sólidos e estratégicos da sua história no Brasil. Os dados mais recentes confirmam aquilo que nós, que atuamos diariamente na linha de frente desta indústria, já percebíamos na prática. Os eventos deixaram de ser apenas iniciativas pontuais e se consolidaram como motores relevantes da economia.

O crescimento do consumo para mais de R$ 25 bilhões já no primeiro bimestre, segundo dados do Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE),  demonstra uma mudança clara no comportamento do público. As pessoas estão priorizando experiências, conexões reais e vivências presenciais. Isso não é uma tendência passageira, é uma transformação estrutural. Em Santa Catarina, esse movimento é ainda mais evidente, com uma agenda cada vez mais diversificada e qualificada.

Sem falar na geração de empregos. O aumento de mais de 84% em relação ao período pré-pandemia mostra a força de um setor que emprega, capacita e movimenta diferentes perfis profissionais. Não estamos falando apenas de produção de eventos, mas de toda uma cadeia integrada que envolve turismo, hotelaria, gastronomia, marketing, logística e tecnologia.

Nesse contexto, os eventos assumem um papel estratégico também para as marcas. Eles se tornaram plataformas completas de relacionamento, onde é possível gerar valor, engajamento e posicionamento de forma muito mais eficaz do que em modelos tradicionais de comunicação. O crescimento expressivo em áreas como publicidade e infraestrutura reforça essa realidade.

Santa Catarina, por sua vocação empreendedora e capacidade de organização, tem tudo para se consolidar como um dos principais polos de eventos do país. Temos estrutura, criatividade e um mercado consumidor cada vez mais exigente, o que eleva o nível de entrega e profissionalização.

No entanto, para sustentar esse ritmo de crescimento, é fundamental avançar em previsibilidade regulatória e segurança jurídica. Programas de incentivo e políticas públicas bem estruturadas são essenciais para garantir continuidade, atrair investimentos e fortalecer ainda mais o setor.

O futuro dos eventos já começou. E ele é presencial, estratégico e essencial para o desenvolvimento econômico.

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Presidente do Sindicato das Empresas de Promoção e Organização de Feiras, Congressos e Eventos de Santa Catarina.

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