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Rede que nasceu em loja de 60m² projeta faturar R$ 265 milhões e mira o Nordeste

A Prioridade 10, rede de franquias de Cunha Porã, em Santa Catarina, vai contar com um centro de distribuição em São Paulo para abastecer sua expansão ao Nordeste. Com 100 unidades em operação, a empresa prepara lojas na Bahia e no Rio Grande do Norte e projeta faturar R$ 265 milhões em 2026.

A meta é fechar o ano com mais de 110 pontos. Em 2024, a rede faturou R$ 250 milhões vendendo produtos de até R$ 30 em lojas de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Logística para acompanhar o crescimento

O centro de distribuição paulista deverá apoiar o abastecimento das novas unidades e ajudar a reduzir custos. As compras seguem centralizadas, com pedidos feitos pelos franqueados em um portal próprio.

Para Rogério Zorzetto, CEO e fundador da rede, a operação logística é decisiva quando a marca passa a atuar em mais estados.

“Quando uma rede passa a atuar em diferentes estados, a logística influencia diretamente a disponibilidade dos produtos e a eficiência das lojas. Nossa capacidade de abastecimento precisa acompanhar o ritmo de crescimento”, afirma.

Coleções de verão ganham espaço no Nordeste

O layout das lojas, o padrão de atendimento e a identidade visual não mudam. O que muda é o sortimento. No Sul, o portfólio inclui vestuário de inverno, moletons, cuias e bombas de chimarrão.

“Não podemos simplesmente replicar no Nordeste o calendário de produtos que funciona no Sul. O clima muda essa lógica. Teremos uma presença maior das coleções de verão e trabalharemos a meia-estação de forma complementar”, explica Rogério.

Segundo o executivo, essa adaptação parte do comportamento de cada mercado:

“O crescimento de uma rede nacional precisa partir de uma leitura cuidadosa de cada mercado. O consumidor tem hábitos e necessidades diferentes, e nosso papel é transformar esse conhecimento em decisões de compra e em um mix que faça sentido para cada loja.”

Rede de multifranqueados

Hoje, 90% dos franqueados têm mais de uma loja, e há operadores com cinco, seis ou até oito unidades. O faturamento médio mensal por ponto é de R$ 197 mil. O investimento inicial parte de R$ 499 mil, com retorno estimado entre 15 e 20 meses.

As lojas de 400 m² faturam em média mais de R$ 2,3 milhões por ano, com lucro mensal de R$ 35 mil a R$ 40 mil e margens de 18% a 22%. Nas de 600 m², a receita anual passa de R$ 2,8 milhões, e o lucro mensal fica entre R$ 42,1 mil e R$ 51,4 mil.

Do Exército a 100 lojas

Rogério fundou a rede em 2014 com Angélica Leising, em uma loja de 60 m². Para abrir o negócio, deixou a carreira no Exército Brasileiro e trabalhou em três empregos até reunir R$ 25 mil, valor completado por um empréstimo de R$ 20 mil do pai.

O CEO projeta os próximos passos:

“Nossa expansão precisa ser acompanhada por eficiência operacional e conhecimento do mercado. Acompanhar os indicadores, ouvir os franqueados e entender o consumidor são pontos fundamentais para crescer com consistência.”

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