Siga nas redes sociais

Foto: divulgação.

Inovação e a teoria dos 3I’s: desenvolvendo a cultura de networking sustentável

Fernando Seabra

Fernando Seabra

Investidor-anjo, advisor no Batalha das Startups, mentor do Planeta Startup, avaliador Shark Tank Brasil, diretor de inovação da ACSP, influenciador da SAP Brasil, professor em diversos MBAs e criador da Metodologia Pitch Canvas.

Não é nenhuma novidade que o networking é essencial para nossa vida pessoal e profissional. Um bom relacionamento nos proporciona oportunidades de negócios, sobretudo no mundo da inovação.

Esta pode ser definida como a introdução de novos métodos, ideias ou produtos em um determinado contexto. Ela pode ser uma fonte importante de vantagem competitiva para uma empresa ou organização, pois pode permitir que ela se destaque em um mercado cada vez mais competitivo. Além disso, a inovação também pode ser um fator importante na promoção do progresso e do desenvolvimento econômico.

Dentro de uma organização ou empresa há várias maneiras de promover a inovação: criando um ambiente de trabalho propício à criatividade e à colaboração, investindo em pesquisa e desenvolvimento, incentivando a experimentação e o risco e fomentando a cultura de inovação.

Porém, como podemos promovê-la de modo eficiente através da nossa própria experiência? Utilizando o chamado networking sustentável, formado pela teoria que desenvolvi conhecida como os 3I’s: o Interesseiro, o Interessante e o Interessado.

O INTERESSEIRO

O primeiro I envolve o networking que conhecemos atualmente, que é falso, fajuto, conhecido como o Interesseiro. As pessoas o usam para promover a si próprias e conseguir algo que almejam, como por exemplo uma vaga de emprego. É um networking efêmero, uma via de mão única. Nós nos esquecemos que para um relacionamento se desenvolver e ser produtivo, precisamos estimulá-lo buscando assuntos em comum, agregando valor e conhecimento, uma relação ganha-ganha, uma via de mão dupla.

O INTERESSANTE

E é aqui que entra o segundo I, o Interessante. Precisamos trazer conteúdo para o networking. Através de nossas histórias e nosso arcabouço promovemos uma ligação com a outra pessoa, algo que estreitará ainda mais a relação. Necessitamos nos manter presentes e também nos interessar ao que o outro tem a nos proporcionar, a compartilhar. Temos que nos aprofundar, nos unir através de pontos em comum. O que importa é a qualidade, e não a quantidade de relacionamentos.

O INTERESSADO

Este I tem como base a escuta ativa, o que o outro tem a dizer. Muitas vezes estamos preocupados em contar sobre nós mesmos, o que fazemos e nossos negócios, e acabamos nos esquecendo do outro lado. É necessário utilizarmos essa ferramenta, ouvir com atenção o que a outra parte tem a expressar, nos interessarmos pelo que ela tem a compartir e fazer perguntas a respeito. Além de demonstrarmos atenção, muitas vezes acabamos aprendendo, adquirindo novos conhecimentos e informações.

Hoje em dia a inovação é algo intrínseco à nossa vida, estamos rodeados por ela em todos os lados. Porém, para que a introdução de novos métodos, ideias ou produtos aconteça no nosso cotidiano, é necessário o desenvolvimento do networking sustentável, fruto da união em sermos interessantes aos outros e interessados nos outros, e não interesseiros do que esta nova relação possa nos proporcionar.

Afinal, as empresas e organizações que promovem a inovação são formadas por pessoas e pelo relacionamento desenvolvido entre estas.

Acompanhe a coluna do Fernando Seabra no Economia SC clicando aqui.

Compartilhe o conteúdo

Leia também

Golden circle da inovação

Ex-gago cria metodologia Pitch Canvas, se torna apresentador de TV e palestrante de renome

Escassez e abundância: os dois lados da moeda da inovação

Receba notícias no seu e-mail