O Brasil encerrou 2025 vivendo um momento histórico no turismo internacional. Foram 9 milhões de visitantes estrangeiros, um recorde absoluto que supera com folga os 6,7 milhões registrados em 2024 e antecipa metas que estavam projetadas apenas para os próximos anos. Esses números colocam o país no centro do mapa global do turismo e reforçam o potencial do setor como vetor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e projeção internacional.
Para Santa Catarina, referência nacional no turismo de eventos, negócios e lazer, esse cenário representa uma oportunidade estratégica, mas também uma grande responsabilidade. Recordes não se sustentam apenas com campanhas de promoção ou belas paisagens. Eles precisam ser honrados com serviços de qualidade, infraestrutura eficiente, segurança, fiscalização adequada e profissionalismo em toda a cadeia produtiva.
O turismo de eventos exige ainda mais atenção. Congressos, feiras e grandes encontros internacionais movimentam investimentos relevantes, atraem visitantes de alto valor agregado e projetam a imagem do destino para o mundo. Para que Santa Catarina siga competitiva, é fundamental que as empresas estejam preparadas, regulares e comprometidas com padrões elevados de entrega, enquanto o poder público garante regras claras, fiscalização justa e investimentos contínuos em infraestrutura e promoção.
A harmonia entre iniciativa privada e poder público é o ponto central desse processo. Quando há diálogo, planejamento e cooperação, o resultado aparece na experiência do visitante, na segurança jurídica para quem investe e na geração de empregos de qualidade. Os dados nacionais mostram a força desse modelo. São bilhões de dólares deixados pelos turistas estrangeiros, obras estruturantes em destinos e um mercado de trabalho aquecido.
Santa Catarina reúne todos os atributos para seguir crescendo nesse novo ciclo do turismo brasileiro. Temos diversidade de destinos, capacidade técnica, vocação para eventos e uma cultura empreendedora sólida. Manter esse protagonismo, no entanto, depende de uma escolha coletiva por qualidade, legalidade e visão de longo prazo. Mais do que bater recordes, o desafio agora é transformá-los em um legado duradouro para o estado e para o país.