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Por que seu CEO não te leva a sério: o teste definitivo que todo líder de RH precisa fazer

Foto: divulgação

Você já deve ter ouvido algum CEO dizer que as pessoas são os maiores ativos de uma empresa, certo? Um discurso que enaltece o altruísmo e a importância da retenção de talentos internos. 

Ao mesmo tempo, a maioria dos líderes de RH sabe que essa preocupação, na prática, nem sempre se confirma. Principalmente em tempos de incerteza ou crises declaradas, as decisões sobre pessoas se tornam secundárias, sem a devida prioridade do principal executivo da companhia.

E se o RH e o CEO não estão atuando como verdadeiros parceiros estratégicos, as equipes sentirão os efeitos muito antes do conselho administrativo. As consequências? Fuga de talentos, cultura organizacional enfraquecida, decisões cada vez mais lentas e confiança em declínio.

A parceria que vai além da química pessoal

Uma coisa é certa: a forte relação entre CEO e RH não se baseia apenas em afinidade pessoal ou química entre as partes. A relação é estrutural, precisa ser tangível e mensurável.

O principal indicador dessa conexão? O RH participa das decisões antes de elas acontecerem — não apenas quando são anunciadas. Especialmente em empresas com modelos de gestão frágeis, esse sinal é evidente: muitos profissionais de RH são envolvidos somente após a decisão ser tomada.

O RH precisa se envolver em diferentes tipos de decisões estratégicas: desde a expansão para novos mercados até a avaliação do encerramento de uma unidade de negócios, passando pela demissão de lideranças ou pelo planejamento de redução de custos.

A razão é simples: toda decisão estratégica é, em essência, uma decisão sobre pessoas disfarçada de análise financeira.

Os riscos de uma parceria superficial

Quando o RH é chamado apenas para executar decisões já tomadas:

  • Os riscos são subestimados
  • Os gaps culturais se acumulam
  • A capacidade de atuação das lideranças é presumida, não calculada

Quando a parceria é verdadeira:

  • O RH se antecipa a incertezas e riscos
  • As limitações e potencialidades dos talentos são consideradas na estratégia
  • O design organizacional é discutido durante a alocação de capital

Sinais de alerta para 2026

Para o próximo ano, outros indicadores apontarão a fragilidade da relação entre CEO e RH:

  • Aumento do nível de burnout nas lideranças
  • Transformações organizacionais mais lentas
  • Saída de talentos-chave em momentos críticos

Essa relação não é mais sobre suporte administrativo ou assessoria de luxo. Trata-se da arquitetura das decisões internas.

Como saber se você está realmente na mesa de decisão

Fique atento aos movimentos estratégicos da sua organização, especialmente em relação à parceria com o CEO. Se o CEO perguntar: “O que isso representa para nossa capacidade interna de talentos?” antes de falar sobre custos, você está de fato na sala de decisão.

Caso contrário, você ainda será tratado como executor, e não como arquiteto estratégico.

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Sócio na Entre Aspas – Gente & Gestão

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