Pesquisar

O papel da IA no trabalho do Agente de Defesa Ambiental

Foto: divulgação

Por Patrick Vailatti, CEO Labobrime.

A atuação do agente de defesa ambiental está cada vez mais distante de uma lógica operacional e cada vez mais próxima de uma lógica analítica.

Hoje, o centro do trabalho desse profissional não é apenas fiscalizar, mas interpretar sistemas complexos de informações técnicas: laudos laboratoriais, parâmetros normativos, metodologias analíticas, limites legais, condicionantes ambientais e riscos associados.

No dia 6 de fevereiro, data dedicada ao agente de defesa ambiental, é oportuno refletir sobre um ponto essencial: a qualidade da decisão ambiental depende diretamente da qualidade da interpretação técnica.

Laboratórios geram dados. Normas estabelecem limites. Mas é o agente ambiental quem transforma dados em decisões.

Esse processo envolve múltiplas variáveis, como: 

  • limites de quantificação e detecção analítica
  • incertezas de medição
  • metodologias reconhecidas por órgãos reguladores
  • enquadramento legal (CONAMA, ABNT, legislações estaduais e federais)
  • contexto ambiental da área analisada
  • histórico de passivos ambientais
  • riscos jurídicos e socioambientais

Na prática, o agente ambiental opera em um ambiente de alta complexidade técnica, onde a leitura superficial de um laudo pode gerar interpretações equivocadas.

A inteligência artificial surge como uma camada adicional de interpretação técnica. Não como substituta do profissional, mas como ferramenta de suporte analítico.

É nesse contexto que se insere a AILA, a primeira inteligência artificial do mundo especializada em análises ambientais. A AILA foi desenvolvida para apoiar profissionais que lidam com:

  • interpretação de laudos ambientais
  • análise comparativa de parâmetros legais
  • compreensão de metodologias analíticas
  • correlação entre resultados laboratoriais e riscos ambientais
  • suporte técnico à tomada de decisão

A AILA não emite juízo administrativo ou jurídico. Ela organiza, contextualiza e explica informações técnicas. A tomada de decisão ambiental moderna exige evidências técnicas. A AILA opera como um sistema de apoio à decisão, permitindo que o agente ambiental:

  • compreenda rapidamente a relevância técnica de um resultado analítico
  • identifique inconformidades normativas
  • interprete tendências em séries históricas de dados
  • entenda implicações técnicas de parâmetros fora do padrão
  • reduza o risco de interpretações subjetivas

Isso representa um avanço significativo em relação ao modelo tradicional, baseado exclusivamente na experiência individual e na leitura manual de documentos técnicos.

A AILA foi desenvolvida pela Laboprime, considerado um dos principais laboratórios de análises ambientais do Brasil, reconhecido por entregar análises ambientais de alto padrão e atender grandes empresas em diferentes setores da economia. A Laboprime entende que a criação da AILA reflete um movimento mais amplo: a incorporação de tecnologia avançada ao ecossistema de análises ambientais.

Mais do que gerar dados, a evolução do setor passa a incluir a inteligência aplicada à interpretação dos dados. O agente de defesa ambiental do futuro não será apenas um fiscalizador. Será um analista de sistemas ambientais complexos.

Nesse cenário, ferramentas como a AILA tendem a se tornar parte natural do processo decisório, assim como softwares de geoprocessamento, modelagem ambiental e gestão de dados já são hoje.

No Dia do Agente de Defesa Ambiental, a reflexão que se impõe é clara: quanto mais complexos se tornam os sistemas ambientais, mais sofisticadas precisam ser as ferramentas de interpretação.

A inteligência artificial amplia a capacidade técnica do profissional, agindo como uma espécie de assistente disponível 24/7. E, em um campo onde decisões impactam ecossistemas, economias e vidas humanas, ampliar a capacidade de interpretação não é um luxo, é uma necessidade técnica.

Compartilhe

Tudo sobre economia, negócios, inovação, carreiras e ESG em Santa Catarina.

Leia também