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Warmup do South Summit Brazil em Florianópolis revela maturidade regional

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Foto: Felipe Melo.

O Warmup do South Summit Brazil 2026, realizado em Florianópolis pela Opens, Oracle, Dani Glück e POPS, foi mais do que um encontro preparatório. Foi um sinal claro de maturidade do ecossistema do Sul do Brasil.

A noite aconteceu no Jazzin Gastrobar, em um ambiente que misturava proximidade, densidade e intencionalidade.

O evento teve como hostess Dani Glück, embaixadora alumni do South Summit Brazil em Santa Catarina, que há anos atua como ponte entre o evento e o ecossistema catarinense. Sua presença ali não foi apenas institucional. Foi simbólica. Representa a consolidação de Santa Catarina como protagonista dentro desse movimento.

Já participei e realizei diversos warmups ao longo dos anos ao lado da Dani Glück, mas este teve algo diferente. Não foi apenas um “aquecimento” para o evento que acontece de 25 a 27 de março, no Cais Mauá, em Porto Alegre. Foi um momento de alinhamento estratégico entre ecossistemas irmãos.

Sendo o South Summit Brazil um evento essencialmente focado em negócios, conexões e geração de oportunidades concretas, a noite de warmup trouxe um elemento de urgência: a necessidade de discutir inteligência artificial sob uma perspectiva prática e estratégica. O painel dedicado ao tema não foi protocolar. Foi sintomático.

Mediado por Dionara Conrad, da Opens Tecnologia, o debate reuniu Bruno Bastos, Startup Specialist do South Summit Brazil, Carla Souza, CIO da Starian, e Rafael Scaccabarozzi, VP of Sales da Oracle. A conversa não girou em torno de promessas futuristas, mas de aplicação real, impacto nos negócios e responsabilidade na adoção da tecnologia.

Discutir IA hoje não é tendência. É imperativo competitivo.

Ao conversar com Bruno Bastos, ficou evidente que o South Summit deixou de ser apenas um grande evento anual. Tornou-se uma plataforma contínua de conexão, articulação e posicionamento regional.

“Normalmente a gente associa o warmup a uma preparação. É um evento onde a gente aquece o ecossistema para que as pessoas entendam o que vai acontecer em Porto Alegre”, explicou Bruno.

Mas, segundo ele, há algo além da agenda oficial.

“A semana do South Summit começa antes. Já temos encontros de delegações e investidores na segunda-feira. É uma semana muito efusiva.”

Essa fala muda a perspectiva. Não se trata apenas de participar. Trata-se de se posicionar.

Há algo que me chama atenção nesse movimento de aproximação entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Somos vizinhos.
Somos diferentes.
E somos complementares.

Bruno foi direto ao reconhecer isso.

“Santa Catarina sempre foi uma referência para o Rio Grande do Sul”, afirmou.

Ao mesmo tempo, destacou a evolução gaúcha nos últimos anos.

“Desde 2022, com o South Summit, vemos cada vez mais comunidades, ambientes de inovação, parques tecnológicos crescendo.”

Ele citou ambientes como o Instituto Caldeira e o Tecnopuc como exemplos dessa consolidação. Mas o ponto mais estratégico foi a ampliação da visão regional.

“Antes tínhamos cerca de 100 parceiros de ecossistema no Rio Grande do Sul. Hoje, somando o Sul inteiro, já são mais de 150.”

Esse dado não é apenas quantitativo. Ele revela intenção.

O Sul começa a se enxergar como bloco.

Durante nossa conversa, ficou claro que o papel do South Summit vai além da realização de um grande evento internacional.

“O meu papel é facilitar conexões”, disse Bruno.

Essa frase resume muito do que está em jogo.

Evento grande não é sobre palco.
É sobre bastidor.
É sobre quem você encontra no café.
É sobre a reunião que nasce no corredor.
É sobre a conexão internacional que começa informal e vira negócio meses depois.

O Warmup em Florianópolis mostrou que Santa Catarina não quer apenas participar. Quer protagonizar dentro de uma lógica regional integrada.

Se existe uma leitura que faço desse momento é simples: estamos amadurecendo como região.

O Sul concentra densidade tecnológica, cultura empreendedora e capacidade industrial. Quando esses ativos se conectam de forma estratégica, deixamos de ser polos isolados e passamos a ser um bloco relevante.

O South Summit 2026 acontece em Porto Alegre.

Mas o movimento é do Sul inteiro.

E, quando o Sul atua em conjunto, o impacto é maior do que qualquer palco pode mostrar.

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publicitário, documentarista e fundador da POPS, agência que desenvolve conteúdos de identidade marcante para o ecossistema de inovação de Santa Catarina.

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