A Boutiq Incorporadora chega ao mercado imobiliário com landbank próprio com VGV de R$ 2 bilhões e foco inicial no litoral de Santa Catarina, uma das regiões mais dinâmicas do país para o segmento residencial de alto padrão.
Formada por empresários com trajetória nos setores de joias e agro, a empresa inicia a operação com capital próprio e dois primeiros empreendimentos previstos em Itapema e Piçarras.
A entrada ocorre em um ambiente ainda forte para o setor. O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com 453.005 unidades lançadas no acumulado de 12 meses, alta de 10,6%, e VGL de R$ 292,3 bilhões, o maior nível da série histórica, segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
No litoral norte catarinense, de acordo com um levantamento da DWV, o mercado movimentou R$ 13,47 bilhões em VGV em 2025, com Itapema respondendo por R$ 4,3 bilhões desse total.
Segundo Christian Sigel, CEO da empresa, a operação nasce com funding próprio, gestão profissional e estratégia voltada a ativos residenciais de alto padrão em localizações selecionadas.
O primeiro movimento será em Itapema, onde o projeto mais avançado da carteira já está em fase de aprovação e deve iniciar no início de 2027. A construção será feita com 100% de capital próprio, sem necessidade de parceria bancária para o financiamento da obra.
Christian, idealizador e fundador da Boutiq, é o incorporador responsável pela estratégia comercial, posicionamento da marca e coordenação dos projetos da companhia.
“Estamos ingressando no mercado com ativos localizados em uma região estratégica, capital próprio e uma leitura muito clara sobre onde faz sentido atuar. A Boutiq nasce para operar com critério, consistência e foco em valor de longo prazo”.
À frente das áreas de produto e experiência, a Boutiq conta com a COO Raphaella Sigel, esposa e sócia de Christian tanto na companhia quanto no segmento joalheiro. Com esse repertório, ela contribui para levar ao mercado uma abordagem mais sofisticada em relação a detalhes, materialidade e perenidade.
“Nosso foco está no desenvolvimento de projetos em que arquitetura, bem-estar e experiência de moradia estejam incorporados à concepção do produto desde o início . No alto padrão, isso deixa de ser complemento e passa a ser decisão de projeto”.
A estrutura societária também incorpora a visão vinda do agro da CFO e sócia Thayna Pozzobon, que traz para a operação a experiência empresarial ligada ao agronegócio e à visão de longo prazo sobre expansão. Sua atuação está conectada à estruturação do negócio e ao equilíbrio entre risco e consistência.
“A companhia foi desenhada para crescer com planejamento e responsabilidade. Mais do que acelerar lançamentos, o objetivo é construir uma operação sólida, com projetos que façam sentido dentro da estratégia da marca”.
O quadro societário da incorporadora se completa com os investidores João Henrique Pozzobon e João Telmo Pozzobon, também empresários do agronegócio.
Neste primeiro ciclo, Itapema e Piçarras marcam a entrada da Boutiq no litoral catarinense. O projeto em Piçarras, em fase de estudos, será o segundo movimento da empresa no estado.
A leitura da incorporadora é que, em um mercado ainda aquecido, mas menos tolerante a projetos genéricos, localização, estrutura de capital e capacidade de execução tendem a separar operações com ambição de permanência de movimentos oportunistas.
O CEO destaca que os empreendimentos da Boutiq serão voltados ao segmento residencial de alto padrão, com arquitetura autoral, atenção ao bem-estar e soluções ligadas a conforto ambiental, sustentabilidade e experiência cotidiana.
“Os projetos são pensados para primeira ou segunda moradia e devem reunir elementos como iluminação circadiana, áreas comuns voltadas à saúde física e emocional, materiais saudáveis e soluções de eficiência ambiental”, finaliza.