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Por que os CEOs não gostam de seus RHs?

Foto: divulgação

Semana passada saiu uma pesquisa que deu o que falar entre líderes e RHs: 75% dos CEOs não indicam os seus RHs.

O NPS dos RHs perante os CEOs é de -70, o que equivale a números de algumas das empresas com maior número de haters do mercado.

Confesso para vocês. O número não me surpreendeu nem um pouco.

Vejo diariamente esse conflito acontecer através da GoGood, que trabalha um sistema que depende exatamente da interseção entre CEOs e RHs. 

Em conversas fechadas, é muito comum CEOs reclamarem de seus RHs.

Até talvez tenha faltado um outro número para completar essa minha percepção:

Que grande parte dos RHs também não recomendaria os seus CEOs.

Não sei se na mesma proporção, mas certamente esse número seria muito distante da expectativa dos CEOs, que se sentem capacitados a gerirem seus RHs.

Logo após a liberação da pesquisa, realizada em conjunto pela Flash Benefícios e pela FIAP e veiculada no Valor Econômico, a polêmica se dividiu entre esses dois grupos: 

1. quem critica o RH por sua falta de orientação para o negócio; 

2. e quem crticava os CEOs por entenderem pouco da agenda de Pessoas.

E acho que ambos estão corretos. 

CEOs  dizem que a prioridade são as Pessoas. Mas dedicam pouquíssimo tempo para agendas de Gente, e para entender os subsistemas do RH.

E RHs possuem pouco entendimento de negócio. Muitos sequer entendem no detalhe como a empresa ganha e perde dinheiro. Alguns ainda são paternalistas e protegem as Pessoas às custas da empresa.

O fato é que pouco importa para o RH ter um CEO despreparado para o tema de Pessoas. É ele quem dá as cartas.

Diante do impasse – de ter uma crise de valor entre RH e CEO – o RH só tem duas alternativas: ou convence o CEO que ela é a pessoa certa para um cargo relevante, ou vai seguir esperando ganhar relevância estratégica na empresa .

É papel do RH ganhar a confiança do CEO, e não o contrário.

E confiança se constroi com alinhamento de pautas e discursos. Para isso o Rh tem que entender que seu papel não é cuidar das Pessoas. Mas sim criar resultado empresarial através das Pessoas.

Isso não exclui a importância do cuidado, mas o coloca no patamar correto, que é a serviço da estratégia da empresa.

Se o RH não conseguir falar a língua do negócio, vai seguir, ano após ano, reclamando que não tem assento estratégico na companhia. 

Até que sejam substituídos por executivos de outras áreas, como Marketing, Operações e Comercial, que entendem muito menos de Gente, mas que sabem falar a língua dos CEOs.

Inclusive acredito que veremos cada vez mais executivos de outras áreas “invadindo” o RH, como já acontece em algumas grandes empresas.  

Se eu fosse um profissional de RH que buscasse crescer na carreira veria uma imensa oportunidade: 75% das empresas possuem CEOs insatisfeitos com os profissionais de cargos mais altos no RH porque eles não fluência em Negócios. 

Opotunidade única para quem quer se diferenciar e ganhar espaço no mercado.

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CEO da GoGood

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