Com o tema “Expoentes. Superar é o começo. Evoluir é o destino”, a ExpoGestão 2026 iniciou nesta terça-feira, dia 19 em Joinville. A 24ª edição de um dos maiores encontros empresariais do país segue até dia 21 na Expoville.
A cerimônia de abertura contou com a presença do diretor-presidente da ExpoGestão, Alonso Torres, o presidente da comissão organizadora da edição, Marcus Silva, a vice-governadora Marilisa Boehm, a prefeita de Joinville Rejane Gambin, Guilherme Bertani, presidente da ACIJ, Paulo Chiodini, vice-presidente da FACISC para a região Norte, e Terêncio Oënning, vice-presidente da regional Norte-Nordeste da FIESC.
A programação do congresso começou com uma apresentação inédita do Musicarium, integrando a excelência da música clássica aos desafios do cenário corporativo.
O primeiro dia também contou com palestras simultâneas, Seminários de Liderança para executivos C-Level, e networking qualificado no Ambiente de Negócios.
Musicarium: na gestão, como na música, a liderança deve transcender
Sérgio Ogawa, diretor-presidente do Musicarium Academia Filarmônica Brasileira, abriu a programação abordando o tema alta performance, disciplina, excelência e liderança, na palestra Vivência filarmônica: transcendendo limites pela música. A palestra foi ilustrada com números musicais, executados por parte da Orquestra Jovem.
“Administrar uma orquestra é como gerir uma empresa, com seus departamentos e seções. E a responsabilidade do maestro é a mesma de um gestor; se o maestro comete um erro, desmonta a orquestra. Isso não acontece numa empresa?”.
Philipe Moura e Marcelo Fischer: IA redefine a nova economia
A inteligência artificial e seus impactos na economia global foram tema de debate durante o painel “IA: o motor da nova economia”. Participaram Philipe Moura, diretor de estratégia para a América Latina da Eurasia Group, e Marcelo Fischer, líder de desenvolvimento de negócios da Shopify Latam.
Philipe destacou que a inteligência artificial representa uma nova revolução industrial, marcada pela concentração de poder tecnológico, velocidade de transformação e impacto geopolítico.
Segundo ele, o controle de dados e modelos de IA passa a influenciar diretamente competitividade, mercados e desenvolvimento econômico.
Já Marcelo abordou as mudanças no comportamento do consumidor e no comércio eletrônico. O executivo explicou que agentes de IA estão transformando a forma de busca e compra de produtos, ampliando oportunidades para empresas de nicho e exigindo catálogos digitais mais organizados, detalhados e confiáveis.
Gustavo Donato: antecipar cenários e criar diferencial competitivo
O vice-presidente e professor da Fundação Dom Cabral, Gustavo Donato, apresentou o conceito de “foresight estratégico”, que trata o uso dos dados para antecipar cenários e criar um diferencial competitivo no mercado.
Segundo ele, o cenário mundial espelha um mundo em transformação, com uma guerra fria pelos dados e o direcionamento feito pela Inteligência Artificial.
Porém, ele ressaltou que as tecnologias têm que entregar valor e que a vantagem competitiva vem da inteligência e do capital humano.
Diante de incertezas, Gustavo enfatizou a atenção ao conceito de “foresight”, que direciona o foco em estratégias de negócios avaliados em um estudo e observação da demanda social, propostas de valor.
Roberto Aylmer: segurança psicológica em ambientes de alta pressão
A programação do primeiro dia do evento encerrou com a palestra do médico especialista em burnout executivo e gestão da pressão, Roberto Aylmer, sobre saúde mental, tema que, segundo pesquisa do Instituto Ipsos, 50% dos brasileiros apontam como um dos principais problemas da vida.
Nesse cenário, a qualidade de vida no trabalho vem se tornando um fator determinante na atração e retenção de talentos.
“A principal inclusão, hoje, não é de raça ou gênero; chama-se segurança psicológica”.
Para preservar a própria saúde mental, ele recomenda que o líder proteja o ambiente de trabalho de pressões desnecessárias, mantenha o foco no que é essencial e cuide do sono, da alimentação e das relações familiares.
Para cuidar da saúde mental da equipe, sugere apoiar o time, reduzir a pressão sobre os liderados e zelar pelas pessoas.
“Isso também melhora a saúde mental do líder”, conclui.