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A IA está lendo seu LinkedIn e tirando conclusões

Foto: divulgação

Se um cliente, investidor ou parceiro perguntar ao ChatGPT quem são as principais referências do seu setor, seu nome aparecerá na resposta?

A pergunta parece simples, mas revela uma transformação profunda na forma como reputações estão sendo construídas.

Segundo Sheila Magri, diretora executiva da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação, estamos entrando em uma nova era, em que a reputação deixa de ser interpretada apenas por pessoas e passa a ser analisada também por inteligências artificiais. 

Hoje, sistemas como ChatGPT, Gemini e Claude já influenciam decisões, recomendações e percepções de mercado.

Os números mostram a velocidade dessa mudança. Dados do Stanford HAI 2026 apontam que a adoção corporativa da inteligência artificial já alcança 88%. Ao mesmo tempo, milhões de profissionais utilizam diariamente essas plataformas para pesquisar empresas, avaliar fornecedores, conhecer lideranças e identificar especialistas.

Mas como a IA define quem merece ser citado? Ela procura evidências.

A inteligência artificial cruza informações disponíveis em diferentes ambientes digitais para identificar consistência, relevância e credibilidade. Analisa conteúdos publicados, entrevistas, artigos, participação em eventos, presença na imprensa e posicionamento nas redes profissionais.

É nesse contexto que LinkedIn e assessoria de imprensa deixam de atuar separadamente e passam a formar um dos ativos mais valiosos da reputação corporativa.

O LinkedIn permite que executivos compartilhem conhecimento, demonstrem visão de mercado e construam autoridade de forma contínua. A assessoria de imprensa amplia essa presença ao transformar conhecimento em notícia, gerar exposição qualificada e posicionar lideranças em veículos de comunicação reconhecidos.

Juntos, esses dois canais produzem algo que as inteligências artificiais valorizam cada vez mais: recorrência, consistência e validação.

Um dado apresentado pela Abracom reforça essa lógica: empresas e profissionais com presença consistente em múltiplas plataformas possuem 4,7 vezes mais chances de serem citados pelos sistemas de IA.

Surge então um novo conceito: o GEO (Generative Engine Optimization). Se o SEO buscava relevância nos mecanismos de busca, o GEO busca aumentar as chances de uma marca ou profissional ser reconhecido, recomendado e citado pelas inteligências artificiais.

A diferença é que não existem atalhos, pois a IA não avalia discursos. Ela analisa evidências.

Por isso, a pergunta que empresários e executivos deveriam fazer não é apenas se estão presentes no LinkedIn ou aparecendo na imprensa. A pergunta é outra: quando a inteligência artificial procurar informações sobre você, ela encontrará sinais suficientes para reconhecer sua autoridade?

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Jornalista com 25 anos de experiência em comunicação empresarial, relações públicas e assessoria de imprensa.

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