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Integração entre Pix, blockchain e stablecoins é próximo passo da infraestrutura financeira

Foto: divulgação.

O futuro dos pagamentos não será definido por uma única tecnologia, mas pela integração entre diferentes sistemas capazes de oferecer experiências cada vez mais rápidas, seguras e transparentes.

Essa foi uma das principais mensagens apresentadas por Eduardo Santos, CTO do Stark Group, durante o painel “Fintech: Payment Infrastructure, Pix and Blockchain”, realizado no Web Summit Rio 2026.

Ao lado de executivos da Sphere Labs e da Barte, o executivo participou de um debate sobre a evolução da infraestrutura financeira global, abordando temas como Pix, blockchain, stablecoins e pagamentos internacionais.

Segundo ele, o sucesso do Pix trouxe uma importante lição para o mercado financeiro: consumidores e empresas não estão interessados na tecnologia em si, mas na capacidade de resolver problemas de forma simples e eficiente.

“O futuro dos pagamentos não será definido por uma única tecnologia. A próxima geração da infraestrutura financeira tende a combinar diferentes sistemas, criando experiências cada vez mais rápidas, seguras e invisíveis para quem está do outro lado da tela”.

Durante o painel, os participantes destacaram que, apesar da transformação promovida pelo Pix no Brasil, ainda existem desafios importantes a serem resolvidos, especialmente nas transações entre empresas e nos pagamentos internacionais.

De acordo com dados do Banco Mundial, uma transferência internacional ainda pode levar vários dias para ser concluída e custar, em média, cerca de 6% do valor enviado.

Nesse contexto, tecnologias como blockchain e stablecoins vêm sendo apontadas como alternativas capazes de reduzir custos, aumentar a transparência e acelerar a liquidação de operações globais.

Para Eduardo, o avanço da infraestrutura financeira deve seguir um modelo híbrido, em que diferentes tecnologias atuem de forma complementar.

“A tendência é que os usuários percebam cada vez menos a tecnologia por trás das transações. O foco estará na experiência. O pagamento ideal é aquele que acontece em tempo real, com segurança e sem gerar complexidade para quem utiliza o serviço”.

Outro ponto debatido durante o encontro foi a necessidade de equilibrar inovação e segurança. À medida que novos modelos de pagamento ganham escala, aspectos como proteção contra fraudes, conformidade regulatória e confiabilidade operacional tornam-se fatores decisivos para a adoção em larga escala.

A discussão reforçou uma tendência observada globalmente: a modernização da infraestrutura financeira não passa pela substituição completa dos sistemas atuais, mas pela criação de novas camadas tecnológicas capazes de tornar a movimentação de recursos tão fluida quanto o fluxo de informações na internet.

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Fundadora do Economia SC/SP, board member do Economia PR, 4 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 100 dos + Admirados da Imprensa no Brasil em 2025.

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